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Neymar viu cartão vermelho direto devido à ‘lei Prestianni’. Avançado brasileiro teve desentendimento com Rodrigo Nestor no Santos x Bahia.
Neymar foi expulso com cartão vermelho direto devido à ‘lei Prestianni/Vini Jr.’ no Santos x Bahia. Antes do início da segunda parte, escalou a polémica e, num longo bate-boca com Rodrigo Nestor, o avançado brasileiro tapou a boca com a mão e o jogador avisou de seguida o árbitro Sávio Pereira Sampaio.
O desfecho foi esse: cartão vermelho para Neymar, que, aos 30 minutos, já tinha levado amarelo devido a um desentendimento com Nestor. O internacional brasileiro vai assim falhar o próximo jogo do Brasileirão com o Palmeiras de Abel Ferreira. No final do encontro, Rodrigo Nestor falou à Sportv:
«Fui dar-lhe a mão e ele atirou-me a bola. Depois ouvi uma série de coisas. Fui muito bem educado pela minha mãe e pelo meu pai, agradeço muito, sei de onde vim. Acho que ele é um ídolo para toda a gente como jogador, mas hoje falhou muito como pessoa pela forma como falou. Ele sabe o que disse, foi uma coisa muito desrespeitosa em relação a mim e ao Bahia. Não se deve fazer esse tipo de coisas, jamais diria algo assim. Prefiro não falar sobre o que ele disse, estão muitas crianças a ver».
Veio depois a versão de Neymar, ainda no relvado:
«Fui falar com ele, estávamos a rir. Sei que errei por ter colocado a mão na boca, mas nem tinha dito nada e ele já estava a levantar a mão».
Mais tarde, Neymar recorreu às redes sociais:
«Primeiro, quero pedir desculpa à nação santista. Fui expulso de forma justa. Segundo, quero felicitar a minha equipa por ter sido guerreira e ter acreditado até ao fim. O que o Nestor me fez hoje é muito grave. Esta é uma lei criada contra o racismo e ele quis beneficiar no jogo por eu ter colocado a mão na boca, não lhe disse nada. Obviamente, estávamos a insultar-nos e a trocar provocações, e isso é perfeitamente normal, faz parte do futebol. Mas o que ele fez é muito grave. Eu estava a meio-campo, na brincadeira e a discutir com os dois centrais, e ele fez aquilo para tirar vantagem durante o jogo».
«Se existe uma lei para combater o racismo, como é que ele pode fazer uma coisa destas? É surreal. Estou triste com o que aconteceu. Ele foi muito safado, sinceramente. Antes simulou que a bola lhe bateu na cara quando bateu na cintura e aproveitou-se disso. Ele quer ser exemplo do quê? Ele falou de educação, eu também sou educado, mas eu sou homem, o que você fez, não se faz. Quem criou esta lei que tenha cuidado, porque dá margem a desonestidades», alertou ainda Neymar.
«Agora vou para casa de cabeça limpa. Obviamente chateado, mas dei a oportunidade a um idiota de aparecer. Eu durmo tranquilo, mas esta lei é para combater o racismo, não para ser usada a favor de ninguém desta forma», também disse.












