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Os destaques do Vitória SC x Braga

Rodrigo Lima · 1 min

Telmo Arcanjo
Foto: João Freitas / Bola na Rede

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Confere os destaques do Vitória SC x Braga. No histórico dérbi do minho, as duas equipas empataram a uma bola.

Matija Mitrovic: O médio sérvio foi o elemento mais esclarecedor da equipa do Vitória SC. Com bola, conseguiu encontrar soluções ofensivas através do passe e assinou o momento da noite no D. Afonso Henriques, ao marcar um golaço de meia distância que restabeleceu a igualdade no marcador.

Luka Hornicek: O guarda-redes do Braga foi determinante ao defender o penálti de Nélson Oliveira mesmo em cima do intervalo. Caso o Vitória SC tivesse marcado nesse momento, os bracarenses poderiam ter enfrentado sérias dificuldades na segunda parte, sobretudo com eventuais alterações estratégicas de Luís Pinto no tempo de descanso.

Gabri Martínez: Um dos jogadores mais interventivos no ataque arsenalista. O extremo espanhol causou problemas a Miguel Maga, embora nem sempre tenha tomado as melhores decisões. Ainda assim, a sua velocidade foi a principal arma e permitiu-lhe, em vários momentos pelo corredor esquerdo, superiorizar-se ao lateral vimaranense.

Rodrigo Lima

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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