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Pepa quer um Estrela da Amadora agressivo e irreverente na partida frente ao Arouca: «É uma novidade para nós ter tantos jogadores na seleção»

Afonso Figueiredo · 3 min

Pepa Estrela da Amadora
Foto: Pedro Barrelas / Bola na Rede

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Pepa abordou o jogo deste domingo, do Estrela da Amadora, com o Arouca e garantiu que a derrota com o Académico de Viseu já foi ultrapassada. O treinador destacou também o orgulho de ter oito jogadores nas seleções.

Pepa garantiu que o Estrela da Amadora já deixou para trás a derrota frente ao Académico de Viseu e está focado na deslocação ao terreno do Arouca, este domingo, a contar para a oitava jornada da Primeira Liga. Na antevisão da partida, o treinador destacou o lado positivo da pausa para as seleções, que levou oito jogadores para representar os seus respetivos países, e reforçou ainda a necessidade de encontrar um equilíbrio entre a capacidade ofensiva e a consistência defensiva.

«É uma dificuldade que muito nos orgulha, ter oito jogadores nas seleções e espalhados pelo mundo fora. É uma novidade para nós ter tantos jogadores na seleção, o que é muito bom. A verdade é que tem coisas muito boas, mas também tem as menos boas. O grupo ficou partido, distante, mas gosto sempre de olhar para as coisas positivas: esse reconhecimento, e aproveitámos esse tempo e essas ausências para trabalharmos e conhecermos os nossos jogadores dos sub-23, o que é muito bom», explicou Pepa em antevisão do jogo com o Arouca.

O técnico não escondeu a insatisfação com a exibição frente ao Académico de Viseu, mas garantiu que o resultado não alterou a identidade que pretende para o Estrela da Amadora:

«Tivemos um dia muito mau, foram 90 minutos fora da caixa pela negativa, são situações que infelizmente acontecem, mas temos um espírito bem vincado neste início de campeonato, em que podemos podemos perder, empatar ou ganhar, mas nunca podemos deixar de ser Estrela, de ser competitivos, de ser uma equipa agressiva e irreverente».

Pepa sublinhou que quer uma equipa com iniciativa, capaz de assumir o jogo e procurar a baliza adversária, sem receio de ter a bola:

«Queremos uma equipa alegre, com uma variabilidade grande na construção, que procura o golo, agredir o adversário e que não tenha receio de ter bola. Uma equipa com coragem, que é o que gostamos, e acima de tudo sermos ainda mais fortes no processo defensivo, na reação à perda e na concentração do primeiro ao último minuto».

O treinador de 45 anos salientou ainda que os erros fazem parte do processo de crescimento, sobretudo de uma equipa jovem, e garantiu que o trabalho durante a pausa também serviu para corrigir aspetos identificados nos últimos encontros:

«Não crescemos só nas vitórias, mas também nas derrotas. Temos é de ter sempre a capacidade de ter humildade e pés no chão. Ganhando empatando ou perdendo, identificar no que a equipa pode crescer e melhorar. É o que temos feito e aproveitamos este tempo, com mais ou menos jogadores fora».

Sobre o Arouca, Pepa admitiu que a mudança no comando técnico do adversário, com a saída de Vasco Seabra para o Rio Ave e a entrada de Vítor Severino, tornou a preparação para o encontro mais exigente. Ainda assim, acredita que a equipa adversária vai manter muitas das dinâmicas que desenvolveu ao longo do tempo:

«Dificultou um pouco no que iremos encontrar, mas o nosso foco principal é a nossa equipa».

O treinador tricolor destacou a qualidade do plantel arouquense e alertou para a dificuldade do desafio:

«São uma equipa muito boa, fizeram um grande campeonato no ano passado e o que estão a fazer neste ano não é surpresa, porque a qualidade individual e coletiva está lá. Portanto, respeito total, sabemos da grande dificuldade que vamos ter amanhã e do grande jogo que acreditamos que vai ser».

Pepa revelou ainda que Jeremy Arevalo, avançado equatoriano, continua de fora devido a lesão. O técnico abordou também o contraste entre a produção ofensiva do Estrela da Amadora, uma das mais produtivas do campeonato, com os problemas defensivos que a equipa ainda precisa de resolver:

«Não queremos perder esta criatividade e esta equipa ofensiva que tem muito apetência pelo golo e pelo processo ofensivo. É ter esse equilíbrio e às vezes a transição defensiva não é só uma questão de atitude, porque não há falta de atitude aqui, e não é só correr mais ou menos, tem a ver com aspetos táticos, estar ligado e concentrado, estar na zona certa, mas acima de tudo é ter equilíbrio emocional, tático e crescer», concluiu o treinador do Estrela da Amadora.

Afonso Figueiredo

Redação Bola na Rede · ver artigos