Publicidade

Ramires recorda 2 episódios de Jorge Jesus no Benfica: «Estamos a jogar de uma maneira que parece ballet»

Diogo Lagos Reis · 1 min

Ramires SL Benfica

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Ramires representou o Benfica por uma temporada (2009/10) antes de rumar ao Chelsea. O antigo jogador falou sobre Jorge Jesus.

Ramires representou o Benfica por uma temporada (2009/10) antes de rumar ao Chelsea. O antigo jogador falou sobre Jorge Jesus.

Ramires deu uma entrevista à Globoesporte e contou dois episódios quando foi treinado por Jorge Jesus no Benfica, clube que representou na temporada 2009/10. O antigo médio brasileiro disputou 42 partidas, marcou cinco golos e fez ainda duas assistências pelo clube das águias.

«No começo, ele era bem mais sério, brincava e tal. Depois, soltava-se mais. Uma vez ganhámos 4-1 ou 5-1, jogámos muito bem. Chegou ao balneário todo empolgado e falou ‘amanhã há [sessão de] vídeo, quero mostrar tudo o que fizeram bem’. Fomos todos ‘grandões’ para casa. No outro dia, separou um lance meu e disse ‘epá, estamos a jogar de uma maneira que parece ballet’. Toda a gente a olhar. Pegou num lance em que dividi uma bola e, quando caí, quase consegui cair de pé, fui deslizando E ele ‘isto é que é ballet pá, vejam bem este gajo’. Jesus era meio que um ‘paizão’ para todos nós», disse.

«Uma vez perdemos ou empatámos um jogo e a maioria dos jogadores jogou mal. Eu falhei muitos passes, o Di María também não conseguiu, o Cardozo… Ele mostrou-nos um quadro e só falou dos centrais, que eram o David Luiz e o Luisão. O Luisão mede quase dois metros. E começou a dizer ‘ah, o David para lá, o Luisão veio para cá…’. E de repente o Luisão levantou-se, foi na direção do quadro e disse ‘não mister, estávamos assim’. E o Jorge Jesus: ‘Têm de fazer igual ao Luisão, ter personalidade. Têm de vir aqui ao quadro e mostrar-me’. Nos não nos podíamos levantar, só o Luisão. Era difícil ver o Jorge Jesus falar mal da equipa. Quando perdíamos um jogo, falava bem da equipa adversária. Quando ganhávamos falava bem da nossa equipa. Mas sempre com respeito», revelou também.

Diogo Lagos Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.