Última horaQuem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!
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Roberto Martínez responde ao BnR: «Cristiano Ronaldo traz uma experiência única, uma ajuda psicológica muito importante no balneário e , é claro, é um marcador clínico»

Guilherme Terras Marques · 2 min

Roberto Martínez a treinar Portugal
Foto: Luís Batista Ferreira/Bola na Rede

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Roberto Martínez marcou presença na sala de imprensa do Estádio do Jamor. O selecionador nacional respondeu a algumas perguntas.

Roberto Martínez, selecionador nacional, contestou a algumas questões depois da derrota de Portugal frente à Croácia, por duas bolas a uma. O técnico respondeu a uma pergunta do Bola na Rede.

BnR: Portugal tem à partida três homens para a posição de ponta de lança: Gonçalo Ramos, Ronaldo, e Diogo Jota. Gonçalo Ramos, que começou hoje a titular, é um avançado que trabalha mais sem bola, incansável na frente na pressão ao adversário. O Ronaldo, por outro lado, é um avançado que nesta fase da carreira garante mais presença na área, pode garantir mais golos até. Já o Diogo Jota acaba por combinar de tudo um pouco. Posto isto, como é que vai preparar a equipa para as dinâmicas na frente de ataque face às diferenças dos avançados disponíveis e àquilo que já viu deles?

Roberto Martínez: É uma boa análise. Na seleção tentamos ter sempre jogadores diferentes, com diferentes valências. Hoje o plano era dar 45 minutos ao Gonçalo e outros 45 ao Diogo e eles trabalharam muito muito bem com e sem bola. O Cristiano, tal como todos conhecemos, é o único jogador a participar em cinco Europeus, pode agora fazer o sexto, e traz uma experiência única, uma ajuda psicológica muito importante no balneário e , é claro, é um marcador clínico. Todos os jogadores têm o seu papel, e tal como já fizemos antes podemos também jogar com dois pontas de lança. Assim, acho que é bom os nossos pontas de lança estarem bem fisicamente e a ganharem minutos.

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Guilherme Terras Marques

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Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

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Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
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Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
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