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Situação insólita no Campeonato de Portugal: equipa jogou com equipamento emprestado pela turma da casa

Ricardo João Lopes · 1 min

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Foto: Filipe Oliveira / Bola na Rede

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O Sporting de Pombal teve que pedir emprestados os equipamentos à equipa B do Alverca, de modo a não perder por falta de comparência.

O Sporting de Pombal teve que pedir emprestados os equipamentos à equipa B do Alverca, de modo a não perder por falta de comparência.

O Sporting de Pombal e o Alverca B defrontaram-se para a sexta jornada do grupo C do Campeonato de Portugal. A equipa ribatejana levou a melhor, vencendo por 2-0, mas uma situação insólita marcou o desafio.

O conjunto visitante teve que pedir emprestado os equipamentos ao Alverca B, que os cedeu, para que o adversário não fosse derrotado por falta de comparência. O Sporting de Pombal justificou a falha com os equipamentos devido a uma questão de logística.

Ricardo João Lopes

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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