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Taça da Liga Feminina: eis o sorteio das meias-finais

Ricardo João Lopes · 1 min

Micael Sequeira Sporting
Foto: Mário Pinto/Bola na Rede

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Realizou-se durante esta quarta-feira na Cidade do Futebol o sorteio das meias-finais da Taça da Liga Feminina.

Ficaram definidos durante esta quarta-feira os encontros das meias-finais da Taça da Liga Feminina. O sorteio foi realizado na Cidade do Futebol, sendo que os jogos serão disputados nos dias 14 e 15 de fevereiro, com a final da competição a ser disputada no dia 27 de março.

O Torreense vai receber o Benfica, enquanto que o Sporting vai ao norte do país, bater-se com o Valadares Gaia. Recordar que as águias são as detentoras do troféu.

  • Torreense x Benfica
  • Valadares Gaia x Sporting

Ricardo João Lopes

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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