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UEFA altera horário da final da Champions League

Rodrigo Lima · 1 min

Marcus Thuram Inter Milão PSG Jogadores
Foto: Paris Saint-Germain FC

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A partir desta época 2025/26, a final da Champions League terá início a partir das 17h00, ao invés de ser jogada às 20h00.

A final da Champions League vai deixar de começar às 20h00 e terá início às 17h00, confirmou a UEFA. Num comunicado, a entidade explicou que a decisão visa melhorar a experiência dos adeptos no estádio.

«Para os adeptos que viajam, isto significará um acesso mais fácil aos transportes públicos, especialmente depois do jogo, tornando a viagem de regresso mais segura e conveniente», afirmou a UEFA.

O presidente da entidade, Aleksander Ceferin, acrescentou: «Com esta mudança, pretendemos colocar em primeiro lugar a experiência dos adeptos. A final da Champions é o acontecimento mais importante da temporada e este horário irá torná-la mais acessível».

Além disso, a alteração visa também aumentar a audiência televisiva, que se espera que alcance números globais recorde. A final deste ano realizar-se-á na Puskas Arena, em Budapeste, Hungria.

Rodrigo Lima

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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