Vítor Pereira responde ao Bola na Rede «Nós tentámos o nosso jogo, com jogadores adaptados a certas posições e com uma estrutura que também não é a nossa»

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Vítor Pereira analisou o FC Porto x Nottingham Forest e respondeu a uma questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Vítor Pereira analisou, em conferência de imprensa, o empate entre FC Porto e Nottingham Forest (1-1). O Bola na Rede esteve presente no Estádio do Dragão, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos Tricky Trees.

Infelizmente, não foi possível colocar uma questão a Francesco Farioli, treinador do FC Porto.

Bola na Rede: A equipa do Nottingham Forest foi testando muitas vezes o jogo direto ao longo do encontro. Pergunto-lhe qual foi o objetivo, tendo em conta a primeira linha de pressão do FC Porto mais baixa na primeira parte, e não uma pressão à entrada da área como já vimos em muitos jogos do FC Porto? E pergunto-lhe também se a entrada do Igor Jesus, para além do regresso após lesão do Wood, foi também para tentar que a equipa conseguisse ter mais jogo interior, com as descidas do avançado brasileiro?

Vítor Pereira: Nós sabemos que o FC Porto normalmente pressiona a primeira fase de construção, é muito agressivo em termos de transição defensiva e também muito agressivo entre linhas, no jogo interior. O que tentámos na primeira parte foi rodar a bola no sentido de criar espaços para depois passarmos a uma segunda fase. Eu penso que, na primeira parte, não foi um grande jogo — já fizemos jogos de melhor qualidade, mas não é fácil. Os jogadores não têm competido regularmente e chegar a um jogo destes, com esta temperatura, neste estádio, frente a uma equipa que está num momento em que lidera o campeonato, quer ganhar a Liga Europa e está a discutir a Taça de Portugal, portanto, está num bom momento. Nós, com tantas mexidas, é claro que aquilo que é a ligação do nosso jogo não foi tão boa, também porque defrontámos um adversário forte. Há umas semanas fomos ao Midtjylland, num relvado muito fraco, e conseguimos fazer um jogo porque o Midtjylland não é tão forte na pressão. Uma equipa joga aquilo que a outra permite. Nós tentámos o nosso jogo, mas, a partir de determinada altura, com jogadores adaptados a certas posições e com uma estrutura que também não é a nossa, mas que serve para gerir os jogadores que temos neste momento e já a pensar no jogo com o Aston Villa, foi a solução que encontrámos. Não é que eu goste de jogar longo, e este jogo longo contra o FC Porto coloca muitas dificuldades, porque eles são fortes na segunda bola e muitas vezes é aí que criam problemas aos adversários. Mas, no final das contas, estamos no intervalo da eliminatória e com tudo em aberto.

Rodrigo Lima
Rodrigo Limahttp://www.bolanarede.pt
Rodrigo é licenciado em Ciências da Comunicação e está a frequentar o mestrado em Gestão do Desporto. Trabalha na área do jornalismo desportivo, com particular interesse pela análise de futebol.

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