«Neste momento, não sei se aceitaria um grande» – Entrevista a Gerso Fernandes

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Bola na Rede: Gerso, lembras-te do túnel que te fiz na Escola Martim de Freitas?

Gerso Fernandes: Não, não me lembro. Só tu é que te lembras disso mesmo. Será que isso aconteceu mesmo? (risos)

BnR: Acho que isso é só negação… Começaste a tua formação no União de Coimbra, depois acabaste na Académica. O que é que aconteceu para não ficares em Coimbra?

GF: Na altura, assim que acabei a minha formação na Académica, fui emprestado pela Académica ao Tourizense. No final dessa temporada, a Académica queria um jogador do Tourizense (Nivaldo, defesa-esquerdo). E eles acabaram por trocá-lo pelos meus direitos de formação. E depois disso, como o meu empresário, Nuno Rolo, tinha conhecimentos no Estoril, acabei por lá ficar.

Fonte: Tomás Resendes
Fonte: Tomás Resendes

BnR: Depois de meia época com o Vinícius Eutrópio apanhaste Marco Silva no início da carreira. Foi com ele que estiveste três anos da tua carreira. Foi o treinador que mais te marcou na carreira?

GF: Sim, sem dúvida. Foi o que mais me marcou e foi o que mais marcou o Estoril. Os três anos dele no Estoril foram fantásticos. Conseguimos a qualificação para a Liga Europa, depois de ficarmos no 4.º lugar, acho eu. Na altura, foi fantástico.

BnR: Mesmo o grupo, com João Coimbra, Diogo Amado… Era um grupo coeso, não é verdade?

GF: Tinha bons jogadores e bons amigos. E o Marco Silva tinha a capacidade de nos unir, não só como equipa, mas também como família. Isso ajudou-me muito nesses anos com ele.

BnR: Notaste logo que ele tinha aquele “bichinho” de treinador e que iria chegar onde chegou?

GF: Logo de início não notei, mas gostei da forma como ele nos dava os treinos e como conversava connosco. Acho que para ele também foi fácil e ele compreendia-nos muito. E ajudava-nos muito.

BnR: A tua saída do Estoril coincidiu com a do Marco Silva. As coisas estiveram relacionadas?

GF: Não, não acredito que as coisas tenham estado relacionadas a esse ponto. Quando o Marco Silva saiu, eu achei que iria ser o meu ano. Mas depois fui emprestado e as coisas não correram como aquilo de que eu estava à espera e fui emprestado ao Moreirense.

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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