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Rio Ave trava Sporting em jogo com 6 golos e muito emotivo

Márcio Francisco Paiva · 2 min

Sporting Rio Ave
Foto: Ana Beles/Bola na Rede

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O Sporting empatou a três bolas com o Rio Ave, em jogo da vigésima terceira jornada da Primeira Liga Portuguesa.

O Sporting empatou a três golos no reduto do Rio Ave, em partida da jornada 23 da Primeira Liga, ficando assim a dois pontos do líder Benfica, mas com um jogo a menos. Os rioavistas juntam-se ao clube dos 22 pontos e são 15.°s.

O Rio Ave não podia ter entrado melhor, chegando ao 1-0 com apenas 150 segundos jogados. Foi, então, ainda dentro do terceiro minuto da partida que Umaro Embaló, num movimento característico, puxou da esquerda para dentro e atirou cruzado, sem hipóteses para Adán.

Os leões precisaram apenas de seis minutos para reagir ao golo sofrido, com Hjulmand, também num bom remate de fora da área, a empatar a partida. As ocasiões de golo foram-se multiplicando – em número – e dividindo – pelas equipas, com o Rio Ave a endereçar mesmo uma bola ao poste.

Foi, contudo, o Sporting a chegar ao golo, numa oferta de Amine, aproveitada por Gyokeres, aos 42′. Ainda no primeiro tempo, os vilacondenses gozaram de uma grande penalidade, que Aziz converteu, fazendo o 2-2.

Segunda parte, segunda grande penalidade para os homens da casa, após falta de Adán sobre Aziz, que se encarregou novamente de colocar a bola na rede. Poucos minutos mais tarde, novo empate: Coates fez de cabeça o 3-3, aos 73′.

Até final, o Sporting, um pouco mais que o Rio Ave, procurou o quarto e decisivo golo, mas sem sucesso, deixando mesmo dois pontos no Estádio dos Arcos.

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Márcio Francisco Paiva

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«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
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