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Sporting oficializa Armando Velásquez e Wagner Silva

Diogo Lagos Reis · 3 min

Wagner Silva
Foto: Sporting

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O Sporting CP anunciou Wagner Silva e Armando Velásquez como reforços da equipa de voleibol. Há assim dois novos nomes no plantel.

Wagner Silva e Armando Velásquez são jogadores oficial do Sporting e vão estar sob as ordens de João Coelho. O oposto de 30 anos deixa o campeonato italiano, onde passou seis temporadas, e reforça a equipa de voleibol masculino dos leões.

O brasileiro Wagner Silva já comentou a mudança para o Sporting: «Não sabia de toda esta dimensão, só pude ver quando cheguei aqui e fiquei, realmente, muito emocionado. Os adeptos são muito presentes, já tive a oportunidade de ver no futebol e acredito que há essa paixão pelo Sporting CP em todas as modalidades (…) Vai ser um ano muito cheio. Quero sempre ganhar, conseguir conquistar todos os objetivos que o Sporting tem e acredito que vai ser uma experiência muito boa».

Quanto a Velásquez, o distribuidor venezuelano regressa a Portugal, tendo já representado o SC Espinho e a Fonte do Bastardo. O jogador de 34 anos deixa assim o St-Quentin da França e ruma ao Sporting, no qual já proferiu as primeiras palavras:

«Estou encantado por estar aqui, num clube grande de Portugal. Vamos lutar pelo campeonato e por todas as competições que teremos pela frente. Estamos aqui para isso. (…) Já conheço o trabalho do João Coelho, ele também conhece o meu e gosto, porque é um treinador que quer sempre mais e eu, como atleta, luto sempre pela minha equipa porque tenho vontade de mostrar mais».

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Diogo Lagos Reis

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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