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Stoichkov ataca Van Gaal: «É um falso e um mentiroso»

Diogo Lagos Reis · 3 min

Louis van Gaal Países Baixos
Foto: UEFA

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Hristo Stoichkov falou sobre Johan Cruyff e Sir Bobby Robson. A antiga lenda deixou ainda críticas a Louis Van Gaal, que também foi seu treinador.

Hristo Stoichkov concedeu uma entrevista ao Relevo, onde abordou os treinadores que teve na sua passagem de sete temporadas pelo FC Barcelona: Johan Cruyff (seu técnico entre 1990-95), Sir Bobby Robson (1996-97) e Louis van Gaal (1997/98). Sobre os primeiros dois, a antiga lenda da Bulgária comentou o seguinte:

  • «Johan Cruyff tentava beneficiar de todos os jogadores de alguma forma. Muitas vezes, nos treinos, batia-te, expulsava-te, depois falava para a imprensa: este já não presta, é melhor ir embora, eu marquei dois golos e não joguei nada. Mas, claro, no final, quando nos sentávamos à frente dele e ele começava a explicar-nos as coisas, percebíamos que ele tinha razão”, disse sobre Cruyff (…) Sir Bobby Robson. Isso diz tudo. Sir, por tudo o que fez pelo futebol em Inglaterra, já é alguma coisa. Uma boa pessoa, um cavalheiro».

Já a relação com Louis Van Gaal não é a melhor e Stoichkov atirou críticas ao técnico neerlandês como pessoa:

  • «Nem sequer quero dizer o nome dele porque ele não me dá absolutamente nada. É um grande profissional, ninguém lhe vai tirar isso. Nas horas de treino, nos triângulos, no vai por ali, vem por aqui, sim. Mas não como pessoa. Se calhar também sou uma… uma pessoa má. Não sei. Se calhar também não sou muito bom em algumas coisas, mas tento ser melhor, não como ele. Não é ninguém na minha vida. Um falso. Um mentiroso por quem nunca perderei um minuto. Mourinho é que vale a pena, não ele. Já vivi grandes coisas com grandes pessoas…».

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Diogo Lagos Reis

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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