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Editorial BnR #3 “O Clube lá da Terra”

Nélson Mota · 1 min

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No panorama desportivo atual, domina o futebol sobre as demais modalidades. Dentro do futebol, os grandes abafam os pequenos. Notícias e informação sobre os três grandes em Portugal inundam os meios de comunicação e incitam o populismo e fanatismo desmedido. E no meio disto tudo, onde estão os clubes pequenos? Eles, que continuam diariamente o seu trabalho honroso e custoso, sem qualquer tipo de destaque e menção?

“O Clube lá da Terra” visa o esforço e contributo da parte da equipa do Bola na Rede em retirar os chamados clubes pequenos do anonimato e atribuir o merecido reconhecimento ao “trabalho invisível” desempenhado.

Queremos com esta nova rubrica, potenciar e incentivar, o futebol no seu estado mais puro. Um futebol que nem sempre move multidões, mas que desperta emoções. Um projeto ligado às raízes e origens que permita valorizar os “pequenos” e fugir ao excesso de informação sobre os “grandes”.

Os adeptos do FC Tirsense têm sido um exemplo notável de apoio ao clube da terra
Fonte: FC Tirsense

Dispomos de redatores e colaboradores voluntários, espalhados pelo Norte, Sul e Ilhas do nosso país. Serão eles que levarão e defenderão a nossa imagem pelos estádios mais remotos de Portugal e darão a conhecer um pouco do clube da sua terra a todos os nossos leitores.

Na nossa caderneta iremos colecionar clubes um pouco por todo o país e à conversa com os seus respetivos representantes, procuraremos saber tudo sobre o passado, presente e futuro que constituem a singularidade e unicidade da história do teu “Clube lá da Terra”.

Foto de Capa: SC Vila Real

Nélson Mota

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Opinião

Enquanto houver estrada para andar Rui Borges vai continuar | Sporting 2-1 Marítimo

Há uma frase do Lampedusa que toda a gente cita mal: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Rui Borges levou-a à letra na terça-feira. Mudou os onze. Não nove, não dez, os onze, do guarda-redes ao ponta de lança, o que é um gesto que um treinador de um grande só faz quando percebeu que já não tem nada a perder por aí. Saíram o Kaique, o Fresneda, o Ba, o Gonçalo Inácio, o Maxi, o Altimira, o Doumbia, o Flávio, o Luis Guilherme, o Irankunda e o Suárez. Entrou uma equipa que ninguém tinha visto jogar junta. E ganhou. Convém lembrar de onde vinha o Sporting, porque sem isso o 2-1 não se percebe. Vinha de duas derrotas consecutivas em casa, com o LASK Linz e com o Académico de Viseu, do primeiro desaire interno da temporada, de nove pontos de atraso para o FC Porto e de lenços brancos nas bancadas no domingo à tarde. Alvalade tinha-se habituado a ver a bola circular muito e a chegar a lado nenhum. Dois jogos seguidos a cruzar por cruzar contra blocos que se fechavam e a sofrer sempre do mesmo modo, com a bola trocada para o lado contrário e um cruzamento rasteiro que ninguém cortou.

Manuel Nascimento · 5 min de leitura
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