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«O Sporting CP esteve interessado e tinha vontade de jogar em Portugal» – Entrevista BnR com Raffael

João Pedro Barbosa · 14 min

Foto: João Barbosa/Bola na Rede

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Na cidade de Monchengladbach, vive o clube da cidade que ainda sonha com o título da 1. Bundesliga esta época e tivemos a possibilidade de entrevistar Raffael, um dos jogadores mais influentes do Borussia VfL Monchengladbach. A inspiração do pai, a vinda madrugadora para a Europa, os grandes anos em terras germânicas e uma paragem atribulada em Kiev são os grandes temas da entrevista com o jogador. Para além de tudo isto, a relação com Portugal através do seu irmão Ronny e também a possibilidade de jogar no Sporting Clube de Portugal também foram abordadas!

– O passado no Brasil e a vinda para a Europa –

«Hoje, até fico mais satisfeito por saber que a situação é diferente porque os jogadores brasileiros mais jovens não têm muitas dificuldades para vir para a Europa».

BnR: Nasceu em Fortaleza (Ceará) e o seu pai foi jogador dos maiores clubes do Estado do Ceará, como o Ceará SC e o Fortaleza ES. Qual é que foi a importância do seu pai para que entrasse para o futebol?

Raffael: O meu pai teve toda a influência na minha decisão (risos). A cem por cento mesmo. Decidi tornar-me jogador de futebol porque o meu pai foi um jogador de futebol e essa influência devo totalmente a ele.

NESTE FIM DE SEMANA HÁ UMA BATALHA DE BORUSSIAS! RAFFAEL PODE SER OPÇÃO NA TURMA DE MONCHENGLADBACH CONTRA O BVB DORTMUND DE HAALAND! QUEM VAI VENCER? APOSTA JÁ NA BET.PT!

BnR: Começou por jogar Futsal em Fortaleza durante quatro anos. O quão importante foi a modalidade no seu crescimento enquanto jogador?

Raffael: O Futsal foi muito importante no início da minha carreira porque foi o meu primeiro contacto com a bola e nesta modalidade aprendes muitas coisas. E essas coisas que aprendi foram muito úteis para usar depois no Futebol de 11. Até hoje, às vezes, consigo fazer um passe como fazia na altura que praticava a modalidade.

BnR: Veio para a Europa muito cedo, com 18 anos, para jogar na Suíça no FC Chiasso. Qual é que acha que é a principal diferença, atualmente, da chegada de um jovem brasileiro à Europa com a sua chegada naquela altura em 2003?

Raffael: De 2003 para agora acho que mudou muita coisa, principalmente, no aspeto físico. Os jogadores hoje posso dizer que correm mais e têm muito mais um físico para essa caraterística. Hoje, até fico mais satisfeito por saber que a situação é diferente porque como disse eles [jogadores brasileiros mais jovens] não têm muitas dificuldades para vir para cá [Europa] visto que têm todo o apoio necessário e isso para um jogador é bom e ajuda muito a concentrar-se apenas no Futebol.

Raffael chegou à Europa para jogar no FC Chiasso e em duas temporadas marcou 30 golos em 61 jogos com a camisola do clube suíço!
Fonte: FC Chiasso

BnR: Qual seria o conselho que daria a um jovem jogador brasileiro que viesse jogar para um país totalmente desconhecido como aconteceu consigo?

Raffael: O meu conselho seria para começar a procurar o mais rapidamente possível adaptar-se ao país, aprender a língua e aprender a cultura do país – neste caso, se viesse para a Alemanha seria a alemã, que é uma cultura muito interessante. Acho que isto que disse ajuda à adaptação mais rápida de um jogador para não ultrapassar essas dificuldades.

– A caminhada na Suíça até chegar a terras germânicas, com uma paragem na Ucrânia –

«Havia jogos que Olympistadion chegava a ter 70 mil espetadores e num jogo da Segunda Liga é algo incrível».

BnR: Depois de duas boas temporadas no FC Chaisso, acabou por representar o Fussballclub Zurich onde ganhou dois campeonatos. O Zurich já não vencia um campeonato desde 1980/81, ou seja, há 25 anos. Acha que ficará para sempre marcado na história do clube?

Raffael: Sem dúvida! Acredito que sim porque quando um jogador ganha um título importante como este fica marcado na história do clube e como falou já há imenso tempo que o Fussballclub Zurich não vencia um campeonato suíço e ganhámos duas vezes consecutivas. Houve até uma festa, em 2006, que o clube organizou pois fazia dez anos que tínhamos conquistado o título, recebi o convite mas, infelizmente, não consegui ir. Mas percebesse que ficamos para sempre marcados na história e eles [os adeptos do Fussballclub Zurich] têm um respeito e um reconhecimento grande sobre essa conquista.

O feito de 2005/06 ficará na história do Fussballclub Zurich, onde Raffael participou ativamente com 22 golos, com o golo aos 93 minutos a dar o campeonato nesse ano frente ao principal rival FC Basel
Fonte: Fussballclub Zurich

BnR: Após ter sido campeão há tanto tempo [25 anos], como foram os festejos dos adeptos após essa conquista?

Raffael: Foi algo incrível por vários motivos, mas aquilo que me recordo mais é da forma como acabámos por ganhar o campeonato. Foi um jogo emocionante pois ganhámos ao FC Basel no último minuto e torná-mo-nos campeões suíços.

BnR: A grande caminhada pela Suíça levou-o a assinar pelo Hertha BSC. Na época 2009/10, a equipa chegou à Fase de Grupos da Liga Europa, mas acabou por descer de divisão. Sentiu que foi o pior momento da sua carreira?

Raffael: Sim, acredito que sim. Quando o clube acabou despromovido para a segunda divisão, estava a jogar com o meu irmão [Ronny] e foi um momento muito difícil. Já tínhamos jogado dois anos juntos no Hertha BSC e tinha a certeza que com este momento difícil, que é uma descida de divisão, não iria mais jogar com o meu irmão. A partir deste momento, já estava destinado que tinha acabado ali aquele momento de partilhar o campo com o meu irmão. Foi muito triste a situação e acredito que tenha sido o pior momento da minha carreira sim.

Raffael teve a oportunidade de jogar com o seu irmão, Ronny, no clube da capital alemã, o Hertha BSC
Fonte: Hertha BSC

BnR: Na época seguinte, o Hertha BSC vence a 2.ª divisão e sobe de novo à 1. Bundesliga. O plantel quando desceu de divisão sentiu que estava em dívida para com o clube e que tinham de fazer de tudo para voltar a pô-lo no sítio onde merece?

Raffael: Sim, sem dúvida, porque o Hertha BSC sempre foi uma equipa de tradição no Futebol alemão e que sempre faz boas campanhas na 1. Bundesliga. O grande objetivo da época seguinte [época 2010/11] era mesmo esse: voltar a meter o clube na Primeira Divisão, onde merece estar, a competir com as maiores potências alemãs da altura. Uma coisa muito impressionante foi os adeptos estarem com a equipa, e foi algo que não esperava ver. Havia jogos que Olympistadion [atualmente, com capacidade para 74.475 espetadores] chegava a ter 70 mil espetadores, e num jogo da Segunda Liga é algo incrível. Foi nesse momento que percebemos que os adeptos estavam juntos connosco para fazermos o nosso trabalho.

BnR: Depois de cinco anos no Hertha BSC, assinou pelo FK Dínamo de Kiev, mas a experiência foi curta. O que falhou na Ucrânia para, em apenas um ano, voltar novamente à Alemanha para representar o FC Schalke 04?

Raffael: Esperava uma coisa quando cheguei ao clube. Primeiro de tudo, foi muito complexo a ida para a Ucrânia porque a negociação demorou muito tempo a ser feita, perdi a pré-época toda e isso tudo atrapalhou a minha adaptação. Queria ir para o clube, mas só que não sabia quando ia. Por isso, fiquei à espera de respostas e a treinar à parte. Até aqui tudo bem e fui para o clube. Quando cheguei o campeonato ucraniano já tinha começado, fui treinando e recuperando a minha forma aos poucos. Quando estava na minha melhor forma acabei por me lesionar e era algo raro na minha vida como atleta. A adaptação ao campeonato e ao país não foi a melhor, e a minha família também não, e tudo não correu bem. A única coisa boa foi que joguei com um português: o Miguel Veloso, que é uma excelente pessoa. Também havia muitos brasileiros que me ajudaram e por esse lado foi bom.

Na Ucrânia, o jogador brasileiro encontrou muitos compatriotas e até um português: Miguel Veloso. Porém, a estadia foi curta e durou apenas um ano
Fonte: FK Dinamo de Kiev

BnR: O facto de haver pessoas no clube que falavam a mesma língua e tinham uma cultura semelhante ajudou, de certa forma, o percurso não ser tão mau na Ucrânia?

Raffael: Sem dúvida! Havia jogadores brasileiros que já estavam há imenso tempo no país e já dominavam bem a língua. Eram eles que me ajudavam quando tinha dificuldades e também me aconselhavam a fazer o meu quotidiano na cidade de Kiev.

– A chegada a Monchenglabach, a consolidação no clube e um “ídolo” no Borussia –

«Acredito que esta época não seja a minha última na carreira como jogador de Futebol».

BnR: Era um sonho antigo do clube visto que quando estava a sair do Hertha BSC, em 2011/12, já o queriam. Arrepende-se de ter escolhido a Ucrânia e não ter vindo logo para o Borussia?

Raffael: Não me arrependo! Até porque quando fui para o FK Dínamo de Kiev foi para jogar a Liga dos Campeões, que era um grande desejo meu. Fui com esse grande objetivo de jogar esta competição e consegui! Conseguimo-nos classificar para a Fase de Grupos e pude jogar, pela primeira vez, esta grande competição que é a UEFA Champions League. E não me arrependo de ter feito essa decisão não! Teria feito a mesma decisão se fosse agora.

Na época 2011/12, o FK Dínamo de Kiev começou a caminhada na Champions League na 3.ª Pré-Eliminatória. Nos Play-Off eliminou o Borussia VfL Monchenglabach e na Fase de Grupos ficou no Grupo A com a presença de Paris Saint-Germain FC, FC Porto e GNK Dinamo de Zagreb. Conseguiu assegurar o 3.º lugar e uma vaga na Liga Europa onde seria eliminado pelo FC Girondins de Bordeaux. 

BnR: Chegou na mesma altura que o guarda-redes Yann Sommer. Acredita que são dois símbolos do clube, atualmente, e veem-se como uma referência para os jogadores mais jovens?

Raffael: Espero que sim! (risos) Não só eu. Como falou, o Yann Sommer também o é, mas também o Patrick Herrmann [avançado alemão de 29 anos, que está desde 2008 no clube]. São jogadores que já estão há muito tempo no clube e, no meu ponto de vista, servimos de inspiração para muitos jovens que estão na formação do Borussia.

O guarda-redes suíço do Borussia VfL Monchengladbach, Yann Sommer, integrou o plantel na mesma altura do que Raffael na época de 2013/14. Ambos são vistos como exemplos pelos mais novos da formação do clube
Fonte: Borussia VfL Monchengladbach

BnR: Nesta Bundesliga, a diferença entre o 1.º e o 5.º é somente de seis pontos e tudo pode acontecer (e o Borussia tem menos um jogo também). O que podemos esperar deste Borussia VfL Monchengladbach para esta época visto que só está focado na Bundesliga? Nota: Até à data que a entrevista foi feita, o Borussia VfL Monchengladbach estava no 4.º lugar com 42 pontos, mas com apenas 21 jogos, menos um do que as restantes equipas na Bundesliga.

Raffael: Podemos esperar que até ao final do campeonato vamos estar a lutar para conseguirmos permanecer entre os primeiros classificados. Sabemos que é difícil, mas este campeonato dá para perceber que está muito equilibrado ao contrário do que aconteceu com os restantes onde o FC Bayern Munchen era quase sempre líder isolado. Este ano, o Borussia já esteve na liderança, o RB Leipzig também já lá esteve e, agora, está o Bayern. Acho que vai ser assim até ao final e espero que nós [Borussia VfL Monchengladbach] permaneçamos entre os primeiros (risos).

BnR: O que é que acha que mudou para quê este ano a 1. Bundesliga se tenha tornado ainda mais competitiva?

Raffael: Acho que com a chegada de jogadores excelentes ao nosso plantel ajudou bastante para tornarmo-nos mais competitivos. Já tínhamos um bom elenco, mas com a chegada de mais jogadores de qualidade foi algo bom. Isto só mostra que temos muita qualidade e que podemos lutar contra os principais clubes pelos primeiros lugares.

O avançado brasileiro teve uma lesão esta época que o tem deixado fora dos relvados, porém, o jogador está pronto para voltar aos relvados, e tem sido elogiado pelo treinador, Marco Rose
Fonte: Borussia VfL Monchengladbach

BnR: Disse numa entrevista ao Rheinische Post que gostaria de terminar a carreira no Borussia VfL Monchengladbach e a verdade é que faltam apenas quatro meses para terminar o seu contrato com o clube. O ano de 2020 será o ano em que vamos deixar de ver o Raffael nos relvados?

Raffael: (risos) Não! Estou muito bem fisicamente e estou a treinar de uma forma muito boa. O treinador [Marco Rose] até me elogiou! Mesmo não estando a jogar muito tempo, estou a ter um ritmo muito bom nos treinos e sinto-me totalmente bem. Acredito que esta época não seja a minha última na carreira como jogador de Futebol. Claro que se não continuar no Borussia, vou procurar outro clube porque possibilidades tenho. Mas isso não vai ser o final ainda! (risos)

BnR: Caso não exista essa renovação e haja uma proposta para voltar para o Brasil é uma grande possibilidade?

Raffael: O Brasil é uma grande possibilidade! Inclusive, não só de agora, mas, há algum tempo, o campeonato brasileiro está a ser uma grande possibilidade para voltar a jogar lá. Mas não penso nisso agora! Com calma vou pensar sobre tudo. No momento certo, penso!

BnR: Quando terminar a carreira de futebolista, gostaria de ficar ligado ao futebol de alguma forma? Como treinador ou até com um cargo no Borussia VfL Monchengladbach?

Raffael: Claro que penso nisso! Este clube costuma contratar antigos jogadores para trabalhar no clube e quem sabe não vá ter a possibilidade de num futuro também ter essa oportunidade? Treinador não é uma opção para mim (risos). Acho que é uma profissão muito stressante e ser treinador está descartado como opção futura depois de terminar a carreira.

– As ligações a Portugal e o desejo de ter jogado na Liga Portuguesa –

«Houve um tempo que se falou muito em Portugal que o Sporting CP estava interessado em contratar-me e essa notícia acabou por chegar até mim».

BnR: O seu irmão, Ronny, chegou a representar o Sporting CP por três anos e o UD Leiria por um ano. Chegou a acompanhar o campeonato português enquanto o seu irmão estava a jogar no país?

Raffael: Sim! Inclusive, quando ele estava a representar o Sporting CP, fui várias vezes visitá-lo quando ele estava em Lisboa. Os jogos acompanhava sempre. Naquela época [nas três épocas que Ronny representou o Sporting CP o clube chegou sempre à Fase de Grupos da Champions], era uma equipa muito forte e até estavam a jogar a Liga dos Campeões e conseguia acompanhar todos os jogos.

Raffael teve oportunidade de jogar com o seu irmão, mas também de o defrontar. Ronny passou pelo futebol português para representar o Sporting CP e a UD Leiria
Fonte: Hertha BSC

BnR: Atualmente ainda é um espetador da Liga Portuguesa ou só vê os jogos quando há a possibilidade de enfrentar algum adversário português nas competições europeias?

Raffael: Agora não sou muito espetador do campeonato até porque o tempo não deixa, pois, tenho quatro filhas (*risos*) e é muito complicado. Mas sempre que é possível tento sempre ver alguma coisa. Às vezes, quando são jogos mais importantes como é o caso de um FC Porto – SL Benfica ou SL Benfica – Sporting CP, e tenha possibilidade, tento sempre ver sim!

BnR: Alguma vez teve o desejo de jogar no campeonato português? Se sim, em qual clube?

Raffael: Sim, tive! Não sei se é verdade, mas houve um tempo que se falou muito em Portugal que o Sporting CP estava interessado em contratar-me e essa notícia acabou por chegar até mim. Mas nunca fui procurado por ninguém e, naquela época, tinha vontade de jogar em Portugal, até porque era um campeonato que os brasileiros têm vontade de jogar. Os jogadores brasileiros têm sempre vontade de jogar em Portugal, em Itália, em Espanha, não é? E houve esse boato, mas nunca me chegou nenhuma proposta ou ninguém me perguntou se eu queria representar o clube. O boato surgiu quando estava no primeiros anos no Hertha BSC [entre 2007 e 2009]. Mas acompanhei as notícias pela imprensa portuguesa e também soube a notícia por algumas pessoas que trabalhavam no Sporting CP na altura.

BnR: O campeonato português sempre recebeu bem os jogadores brasileiros (Luisão, Helton, Hulk, Lima, Liedson) e maioria dos jogadores teve muito sucesso. Se tivesse recebido alguma vez uma proposta de um clube português teria aceitado jogar em Portugal? Ou se agora recebesse uma aceitaria?

Raffael: Sim! Como disse estou aberto a propostas (*risos*). Como já falei, estou bem fisicamente e posso ainda jogar dois a três anos de forma tranquila. Até agora a minha situação no Borussia VfL Monchengladbach não está certa e posso ouvir outras possibilidades que possam surgir, mesmo sendo de Portugal.

BnR: Gostava de ter jogado com algum jogador que esteve no campeonato português?

Raffael: Gosto muito do Quaresma, pois é um excelente jogador! Já tinha jogado também com o Miguel Veloso que, para mim, é um jogador fora de série. Há muitos jogadores com quem gostaria de ter tido possibilidade de jogar, mas como disse o que queria mais mesmo era o Quaresma.

Quaresma foi formado no Sporting CP, mas foi no FC Porto que acabou por se destacar mais na Liga Portuguesa entre 2004 e 2008 e depois numa segunda passagem entre 2013 e 2015
Fonte: UEFA

BnR: Recentemente, o futebol Brasileiro recebeu Jorge Jesus no CR Flamengo e acabou por conquistar o Brasileirão e a Libertadores. Acha que o treinador português pode conseguir ter novo ano de grande sucesso no Brasil, tendo em conta que é muito diferente dos campeonatos europeus?

Raffael: Sim, acredito que pode ter sucesso novamente! A prova é que quando o [Jorge] Jesus chegou ao Brasil o CR Flamengo não estava numa boa fase e a verdade é que ele conseguiu meter o clube como o melhor clube da América do Sul. Agora o Brasil está a receber outros treinadores, até chegou outro português [Prof. Jesualdo Ferreira para o Santos FC] e acredito que é um aspeto positivo. Quando vêm treinadores de fora do Brasil é bom porque isso acrescenta ao Futebol brasileiro muita coisa e o Jorge Jesus conseguiu fazer isso mesmo.

– Um rápida viagem ao passado com decisões complicadas –

Passes-Curtos:

BnR: Houve algum jogador em quem se tenha inspirado para se tornar futebolista?

Raffael: Na época que comecei a jogar havia o Denílson [jogador brasileiro que esteve no ativo de 1994 a 2010] e depois o Ronaldinho Gaúcho. Acho que esse foi o melhor.

BnR: Ronaldo, Messi ou Neymar?

Raffael: Vou escolher o Neymar, porque o conheço pessoalmente e gosto dele tanto como jogador como enquanto pessoa.

BnR: Quem acha que vai ser o próximo bola de ouro depois de Ronaldo e Messi?

Raffael: Um questão difícil, mas espero que seja o Neymar.

BnR: A Liga Alemã está mais competitiva atualmente?

Raffael: Sim e acho melhor que seja assim porque torna o campeonato ainda mais atrativo e com possibilidade de outros clubes vencerem também.

BnR: Quem acha que vai ser o vencedor do campeonato Alemão este ano?

Raffael: (risos) Espero que sejamos nós, o Borussia VfL Monchengladbach.

BnR: E do Português?

Raffael: SL Benfica

BnR: Qual foi o melhor parceiro de ataque?

Raffael: Max Kruse foi um bom parceiro de ataque que me entendia muito bem e o Lars Stindl, com quem agora me dei muito bem no Borussia VfL Monchengladbach.

BnR: Qual foi o guarda-redes mais difícil de marcar um golo?

Raffael: Manuel Neuer. Tive muitas dificuldades quando estava a representar o FC Schalke 04 e agora no FC Bayern Munchen.

BnR: Qual foi o estádio com o ambiente mais complicado em que jogou?

Raffael: Uma vez na Turquia no estádio do Besiktas JK e na Grécia contra o Olympiacos CFP.

Fortaleza ou Monchengladbach?

Raffael: Fortaleza (risos).

Foto de Capa: João Barbosa/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

João Pedro Barbosa

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