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Opinião

O Athletic e uma política única de contratações

O País Basco é uma região especial, onde as raízes são valorizadas. Toda a região vive um forte nacionalismo, que influenciou a história de Espanha como um todo, principalmente no século XX. A Euskadi possui uma língua própria, que poucos conseguem entender se não são nativos, tal como costumes que não existem no resto do país. A Comunidade Autónoma tem direito a benefícios que outras não possuem, que lhes foram dados para ‘apaziguar’ o clima de independentismo. No futebol, tal como nas outras áreas, o País Basco é igualmente diferente. O desporto rei vai muito além de Athletic ou Real Sociedad, há vários históricos na região. Todos eles, com algo em comum: a valorização do que é da casa. Há poucas zonas do globo que podem afirmar que conseguem produzir mais talento que o País Basco, que conta com fortes canteras e escolas de formação que produzem jogadores com poucos meios. A instituição tem que ter princípios básicos. No norte de Espanha, um deles é dar oportunidades à prata da casa. Dentro do Athletic, não há uma norma específica para este ponto, nem percentagens de jogadores da região a serem integradas num plantel. Há, sim, uma lei não escrita, mas que quem gosta de futebol conhece na perfeição. A formação de Bilbao somente utiliza jogadores originários do País Basco, ou que tenham crescido na região, mesmo que nascessem fora da mesma. Não há um papel que tenha esta regra escrita, mas a mesma é respeita e está na memória de todos os que entram pela porta do San Mamés.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
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