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Opinião

O regresso de Álvaro Carreras ao Estádio da Luz

Na Luz, Samuel Dahl continua sem fazer esquecer totalmente Álvaro Carreras, que desbrava mundo em Madrid e assume-se como um dos melhores laterais da actualidade. A concorrência de Ferland Mendy e Fran García pulverizou-a naturalmente e regressa agora à Luz como titularíssimo do maior campeão do futebolístico. Dois anos depois da sua estreia de Àguia ao peito, Carreras defronta o clube que o catapultou para a elite com a ingratidão involuntária de poder ser um dos carrascos da continuidade europeia do Benfica. Mas estará só a ser profissional: se aos portugueses é obrigatória a vitória e a bonança das probabilidades, aos de Madrid falta ainda um ponto para assegurar o top 8 e a qualificação directa.  Foi a 24 de Janeiro de 2024, há praticamente dois anos certos, que Álvaro Carreras se fez estrear sob comando de Roger Schmidt, numa meia-final perdida para o Estoril no desígnio dos penalties. Aquele Estoril era osso duro de roer, treinado por Vasco Seabra e com a dupla Mateus Fernandes-Kondredi na intermediária mais Guitane a agitar lá na frente, mas aquele Benfica tropeçava e deixava já antever as dificuldades sentidas até final dessa época. Carreras, vindo do Granada com 20 anos, não tomaria qualquer responsabilidade nessa desilusão, já que só jogaria sete minutos.

Pedro Cantoneiro · 3 min de leitura
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Benfica

Águias jogam como gente grande, mas perdem como meninos | Juventus 2-0 Benfica

O Benfica apresentou-se em Turim com uma nova cara e uma coragem, mas regressa a Lisboa com a dura lição de que o controlo não ganha jogos se for acompanhado de péssimas abordagens nas zonas de decisão, pior. José Mourinho surpreendeu ao manter o onze que venceu o Rio Ave, lançando uma equipa virada para a frente que, durante largos períodos, olhou a Juventus nos olhos. No entanto, a história do jogo provou que a este nível não basta ter boas intenções ou dominar as estatísticas, é preciso matar quando se pode. A primeira parte foi um exercício de ilusão que prometeu muito mais do que acabou por entregar. Apesar de uns 15 minutos iniciais de algum sufoco, onde Kenan Yildiz fez o que quis de Amar Dedic e explorou as debilidades do corredor direito com incursões perigosas para o meio, o Benfica conseguiu estabilizar e instalar o seu jogo no meio-campo adversário.

Duarte Rêgo · 3 min de leitura
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