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Opinião

Olhar tático ao FC Porto x Moreirense: como Vasco Botelho da Costa condicionou a construção dos dragões e a resposta de Francesco Farioli na segunda parte

Em vésperas da estreia na Champions League, o FC Porto recebeu o Moreirense e venceu por 2-1, num encontro em que a equipa de Moreira de Cónegos apresentou uma abordagem estratégica diferente e, de certa forma, inovadora para tentar condicionar a construção portista. Vasco Botelho da Costa preparou a sua equipa para controlar o homem livre e, através de uma estrutura em 5-2-3 num bloco médio/baixo, procurou também retirar ao FC Porto a possibilidade de explorar a profundidade. Nesse sentido, a estratégia revelou-se particularmente eficaz durante a primeira parte, período em que o FC Porto sentiu dificuldades para encontrar soluções de progressão e, por diversas vezes, teve de recorrer à bola longa de Kiwior e Bednarek para ultrapassar a primeira fase de pressão. Nessa primeira fase de pressão, Manuel Mendonça e João Veloso assumiram um papel fundamental na estratégia do Moreirense. Apesar de serem médios de origem, os dois posicionavam-se mais abertos, praticamente como extremos, e eram os primeiros responsáveis por iniciar a pressão sobre os centrais do FC Porto. Consoante o lado da bola, era Manuel Mendonça ou João Veloso quem saltava ao central com bola, procurando condicionar a sua ação e, simultaneamente, fechar a linha de passe para o lateral.

Rodrigo Lima · 20 min de leitura
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