Quando o dérbi entre Benfica e Sporting foi ainda mais polémico
O defeso tem a bonita particularidade de remeter os fracassos lá para o fundo. A interrupção sinaliza-nos um evidente antes e depois, e ajuda a digerir o que nos cai mal. Ora, num ano sem Verão, e atafulhado com mais uma competição encaixada no único slot temporal possível, aos benfiquistas restaram duas semanitas para recuperar fôlego de 11 meses conturbados, finalizados por caricata sucessão de tragédias, que se amontoaram na consciência colectiva como um balão – que inchou e em nenhum momento esvaziou por completo, por nunca a equipa ter verdadeiramente parado. O período de férias passou a correr, o pisão na cabeça continuou na agenda mediática, a discussão sobre data de realização do próximo dérbi veio por arrasto e ainda agora, na conferência de antevisão, perguntaram a Bruno Lage se colocou a hipótese de ir a jogo com a equipa B. O treinador, que no regresso aos trabalhos rejeitou no treino as bolas que se utilizarão na final desta Quinta-feira para preferir as da… Champions, motivando até sorrisos do capitão Otamendi, foi taxativo – que o maior adversário «é o tempo». Ou a falta dele.