O Benfica lançou uma camisola relacionada com o golo de Anatoliy Trubin frente ao Real Madrid, para a Champions League.
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Há noites que não são apenas vitórias; são afirmações. Na quarta-feira à noite, na Luz, o Benfica viveu uma dessas raras ocasiões em que a história se escreve a vermelho e branco, com emoção, coragem e ambição. Frente ao Real Madrid, o Benfica venceu por 4-2, num jogo épico, intenso, jogado olhos nos olhos com um colosso europeu e selado perto do fim com o golo de Turbin. Uma vitória histórica, que garantiu o apuramento para os playoffs da Champions League e que não pode, nem deve, ser ignorada. Não foi apenas um bom resultado; foi uma noite à Benfica, daquelas que lembram a Europa quem este clube é. Ainda assim, depois da euforia, impõe-se a lucidez. Estamos no final de janeiro e o balanço da época continua a ser exigente. O Benfica já caiu na Taça da Liga e na Taça de Portugal, ficando pelo caminho em duas competições onde tinha obrigação de discutir o título. No campeonato, a margem de erro esgotou se cedo, fruto de demasiados pontos perdidos numa fase inicial que continua a pesar na classificação. A desvantagem existe e não desaparece com uma grande noite europeia, por muito simbólica que ela seja.
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O Benfica lançou uma camisola relacionada com o golo de Anatoliy Trubin frente ao Real Madrid, para a Champions League.
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Entidade divina, mera obra do destino, coincidências ou o alinhamento de Vénus com Plutão. Cada um atribuirá a algo ou alguém diferente a responsabilidade pela operacionalização dos milagres e do que parece sobrenatural. Foi, precisamente, uma obra miraculosa o que se passou no Estádio da Luz e permitiu ao Benfica não só vergar o Real Madrid na Champions League, como também garantir, no roteiro mais inacreditável possível, a qualificação para os playoffs. É comum, em conversas com amigos, a criação de cenários imaginários relacionados ao desporto mais bonito. “Puto, imagina que a tua equipa estava com zero pontos a meio do percurso na Champions League, de algum modo conseguia uma réstia de esperança no apuramento. Para isso, é preciso vencer o clube que mais troféus já levantou e esperar que os outros jogos ajudem. Aos 90 minutos, todos os outros jogos estão a acabar e reparas que falta um golo para seres feliz, mesmo estando a vencer por 3-2. O teu guarda-redes, que perdia tempo há uns segundos, sobe para a área e, no último lance do jogo, marca o golo do apuramento em casa, perante os próprios adeptos”. Pois, foi isso que aconteceu. Os deuses do futebol estiveram do lado de Benfica.
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José Mourinho conseguiu vencer o Real Madrid pela primeira vez na carreira. O técnico português passou à próxima fase pela segunda vez no 24.º lugar.
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Talvez tenha de treinar os cabeceamentos com o Anatoliy Trubin
Vangelis Pavlidis analisou a vitória do Benfica frente ao Real Madrid por 4-2, no jogo da última jornada da Champions League.