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Samuel Dahl

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Benfica

A vitória que explica Mourinho e o Benfica que ainda procura o seu caminho | Ajax 0-2 Benfica

Há jogos que não entram para a história pela beleza, nem pelo excesso de inspiração, mas por aquilo que revelam sobre o estado anímico e estrutural de uma equipa. Em Amesterdão, o Benfica não construiu uma exibição para guardar, mas, isso sim, um sinal de vida. E quando se está numa Liga dos Campeões que parece não perdoar um erro, um desvio ou até uma hesitação, o simples ato de respirar fundo e afirmar “estamos vivos” vale mais do que a estética. Ora, o encontro com o Ajax expôs isso de forma quase cruel: dois gigantes, duas camisolas pesadas, a viverem uma realidade que não se veste de glória, mas de sobrevivência. E, no meio dessa atmosfera quase melancólica, o Benfica foi aquele que conseguiu, enfim, juntar a urgência à disciplina. E é precisamente por aqui que começa a explicação de um final de tarde que, mais do que bonito, foi útil.

Raul Saraiva · 9 min de leitura
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Benfica

O que falta ao Benfica de Mourinho

Quem pensa que José Mourinho foi para o Benfica numa espécie de D. Sebastião a aparecer numa manhã de nevoeiro, tire o cavalinho da chuva e comece a refletir de maneira diferente. Com isto, não estou a duvidar das qualidades do special one, que muito admiro e ainda o considero como o melhor treinador português de sempre. Bem podem dizer que já não é o mesmo, ou que lhe falta ambição por ter ganho (quase) tudo, mas a verdade é que se não tiver jogadores com qualidade à sua disposição, de nada lhe vai valer as suas competências. Se compararmos o futebol praticado por Bruno Lage, com o futebol que José Mourinho tem vindo a apresentar nas últimas semanas, percebemos que não houve uma melhoria significativa.

Rui Alves Maria · 3 min de leitura
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Benfica

Os corredores do Benfica

A vitória contra o Tondela foi um mero exercício burocrático para o Benfica. Não houve, por parte dos auriverdes, qualquer momento de especial perigo ou um esboçar de reação que colocasse em perigo um resultado tão tangencial como o 1-0 que se prolongou até aos últimos minutos do jogo e que forçou José Mourinho a chamar do banco a cavalaria pesada, Vangelis Pavlidis acima de todos. O jogo não teve grandes momentos de domínio absoluto do Benfica que até chega ao golo através de um penálti confuso e de duas recuperações mais altas, aproveitando o sangue novo para chegar à baliza. De resto, é na forma como as águias vão desenrolando o seu ataque posicional que mais urge o crescimento. Neste sentido, não há como ignorar os corredores laterais.

Diogo Ribeiro · 4 min de leitura
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