Académico de Viseu FC 0-0 Académica OAF: Jogo pobre para o público ver

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A CRÓNICA – EMPATE JUSTO RESULTADO DA APATIA TANTO DO ACADÉMICO COMO DA ACADÉMICA

O encontro em atraso da primeira jornada da Liga Pro entre Académico de Viseu FC e Académica OAF foi um dos escolhidos pela Liga Portugal como “jogo-teste” à presença de público nos estádios portugueses, com o Estádio do Fontelo a ser autorizado a receber 409 espectadores.

Com o público a ocupar os seus lugares de forma ordeira e cumprindo as regras estabelecidas pela Direção Geral da Saúde (DGS), o jogo iniciou-se com as duas equipas muito estáticas e sem grandes oportunidades ou jogadas de brilho. Se o Académico foi demonstrando muitas dificuldades em sair a jogar desde trás, a Académica até conseguia passar o meio-campo, mas não mais se acercava da baliza.

O primeiro lance de verdadeiro perigo para um dos guarda-redes só surgiu ao minuto 33, quando Fabinho executou um livre direto com precisão a mais e acertou no poste da baliza de Ricardo Janota. A ameaça da formação de Coimbra foi o único lance de interesse na primeira parte, que mais pobre não poderia ter sido.

No início do segundo tempo, o Académico de Viseu apareceu mais organizado a atacar e gozou de mais tempo no controlo da posse de bola. Todavia, grandes oportunidades só surgiram ao minuto 74, quando Joel Monteiro atirou com estrondo à barra da baliza de Mika, mas o lance foi anulado por fora de jogo. Em resposta, Rafael Furtado inseriu a bola na baliza do Académico, mas o árbitro assinalou falta sobre um defesa adversário.

O jogo acabou mesmo sem golos e pode dizer-se que com justiça, uma vez que nenhuma equipa pareceu querer vencer. Duas formações com ambições distintas, muito terão que melhorar, caso queiram atingir os respetivos objetivos.

 

A FIGURA

Fonte: Alexandre Candeias / Bola na Rede

Presença de público nas bancadas – Apesar de não ter sido um bom jogo para o adepto ver e apreciar, a presença de espectadores no Estádio do Fontelo é um sinal de retoma no país e no desporto. Sempre cumprindo todas as indicações, os adeptos mostraram que são parte fundamental deste espetáculo.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Alexandre Candeias / Bola na Rede

Primeira parte – Num jogo muito pobre durante todos os 90 minutos, de parte a parte, a primeira parte foi de muito fraca qualidade. Com um par de lances de interesse, o jogo foi muito apático e sem que qualquer formação intimidasse o adversário.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

Dispostos em 4-2-3-1, os homens de Sérgio Boris formavam uma linha recuada de três homens quando tentavam iniciar o processo de construção. Com o lateral direito a juntar-se a Kelvin Medina no meio, os alas eram projetados para tentar ganhar as costas da defesa adversária. Contudo, esta interiorização de Joel abria grandes buracos na defesa viseense, que teve dificuldades em travar os ataques rápidos da “Briosa”.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Janota (6)

Joel Monteiro (5)

João Pica (5)

Félix Mathaus (5)

Jorge Miguel (6)

Diogo Santos (5)

Kelvin Medina (6)

Fernando Ferreira (5)

Luisinho (6)

Yuri Araújo (6)

João Vasco (5)

SUBS UTILIZADOS

André Carvalhas (5)

Anthony Carter (5)

Bruno Loureiro (-)

Bruninho (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Alinhados em 4-3-3, os pupilos de Rui Borges faziam-se valer dos dois centrais e do médio mais defensivo (no caso, Ricardo Dias) para iniciar o processo ofensivo. A projeção dos extremos conferiu profundidade à equipa que, no entanto, teve o ponta de lança Mohamed Bouldini muito isolado na frente. A defender, mérito para a sólida linha recuada da “Briosa”, que não deu muito espaço ao ataque adversário (sobretudo na primeira parte).

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (6)

Fábio Vianna (6)

Rafael Vieira (6)

Silvério Júnio (6)

Bruno Teles (6)

Ricardo Dias (5)

Fabinho (5)

Mimito Biai (6)

João Traquina (6)

Mohamed Bouldini (5)

Zourdine Thior (6)

SUBS UTILIZADOS

Rafael Furtado (5)

Pedro Pinto (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académica OAF

Bola na Rede – A Académica amealhou oito pontos nos cinco jogos que já disputou. Com o mercado já fechado e plantel definido, até onde pode chegar a “Briosa” na Liga Pro?

Rui Borges – Aqui é jogo a jogo. Há equipas que gastam de forma surreal, nós não o podemos fazer. O plantel é o melhor e, com as qualidades que temos, tenho a certeza de que vamos fazer um bom campeonato e muito competitivo.

Académico de Viseu

Não foi possível fazer perguntas ao treinador, Sérgio Boris

Alexandre Candeias
Alexandre Candeiashttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde sempre, tem o hábito de escrever sobre o desporto rei desde os tempos da escola primária, onde o tema das composições de Português nunca fugia da bola.

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