Publicidade

FC Barcelona 0-0 Club Atlético de Madrid: Oportunidade de ouro desperdiçada pelos Blaugrana

Diogo Soares Loureiro · 3 min

FC Barcelona x Atlético Madrid
Foto: Atlético Madrid

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: JOGO MUITO RÁPIDO SEGURA ATLÉTICO NA LIDERANÇA

Num jogo que pode ser decisivo para o desfecho do campeonato e marcado pelo jogo 300 de Oblak e 200 de Savic, as equipas anularam-se, com o FC Barcelona a desperdiçar aquilo que pode ter sido a grande oportunidade de saltar para a liderança do campeonato.

Num jogo com ares de final antecipada do campeonato espanhol, o empate sem golos no estádio Camp Nou, foi o melhor resultado possível para o Real Madrid CF.

Embora com maior posse de bola durante o primeiro tempo, o FC Barcelona pouco assustou a baliza de Oblak. O Atlético de Madrid, com uma postura mais defensiva, apostou nos contra-ataques e só não abriu o marcador devido à brilhante exibição de Ter Stegen. No lado catalão, apenas Messi trazia algum suspiro de bom futebol.

Na segunda parte, o jogo esteve mais repartido. O Atlético de Madrid foi melhor no geral, esteve mais perto de ganhar e apesar de poder perder a possibilidade de depender só de si para ser campeão (caso o Real Madrid vença o Sevilha FC), sai vivo da Catalunha, apresentando uma versão forte e consistente de candidatura ao título.

O FC Barcelona voltou a perdoar um “match point“, com Francisco Trincão a não sair do banco de suplentes, enquanto João Félix foi lançado por Diego Simeone aos 67 minutos, para o lugar do médio Saul.

Desta forma, o Atlético Madrid segura pelo menos provisoriamente a liderança, com 77 pontos, dois a mais do que o FC Barcelona. Vamos ver como acaba esta novela e emocionante campeonato.

 

A FIGURA


Ferreira Carrasco – O jogo não teve um destaque claro, mas Carrasco tudo que fez, fez bem. 90 minutos, três remates, 14 duelos ganhos, sete recuperações, foi um jogador fundamental tanto na parte ofensiva como defensiva. Cada vez mais adaptado a esta nova posição de falso lateral, tem estado a um bom nível ao longo da época e nos grandes jogos.

O FORA DE JOGO


Griezmann – Passou completamente ao lado do jogo. No embate com a ex equipa não foi capaz de acrescentar nada ao jogo nem desequilibrar. Continua a colecionar exibições intermitentes e principalmente a desaparecer nos grandes jogos. Será que vai continuar ao serviço da equipa catalã?

 

 ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Os Blaugrana apostaram no seu habitual 3-5-2 que tem vindo a ser caraterístico com Ronald Koeman, que pretendia essencialmente povoar o meio-campo e colocar Messi com liberdade para criar desequilíbrios e fazer estragos na baliza dos colchoneros.

Dominou grande parte da posse de bola, mas a nível de remates e oportunidades o jogo foi equilibrado. Esperava-se mais de uma equipa que tinha neste jogo a grande esperança para saltar para a liderança.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ter Stegen (8)

Oscar Mingueza (6)

Pique (6)

Lenglet (6)

Sergio Busquets (5)

Sergino Dest (6)

Frenkie De jong (6)

Pedri (6)

Jordi Alba (6)

Leo Messi (7)

Griezmann (5)

SUBS UTILIZADOS

Ilaix Moriba(4)

Ronald Araujo (4)

Sergi Roberto (4)

Ousmane Dembele (3)

 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

A equipa de Diego Simeone jogou no sistema híbrido entre o 4-4-2 e o sistema com três centrais que foi utilizando ao longo de algumas fases da época, procurando numa fase inicial do jogo entrar com uma pressão muito alta sobre o adversário, na procura de um golo inicial. Como não obteve resultado direto, acabou por povoar o setor de meio-campo, por forma a reagir à posse de bola do Barcelona.

O Atlético “deu” a posse de bola ao adversário, cedendo, no entanto, poucas oportunidades ao adversário. Melhor na primeiro que na segunda parte, foi a equipa mais perto da vitória e sai viva de Barcelona, apesar de no final da jornada poder deixar de depender de si próprio para ser campeão. Bom jogo, ficando a sensação que poderia ter tirado ainda mais deste jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jan Oblak (7)

Kieran Trippier (6)

Stefan Savic (6)

Felipe (6)

Mario Hermoso (6)

Yannick Carrasco (7)

Thomas Lemar (-)

Koke (6)

Marcos Llorente (7)

Angel Correa (6)

Luis Suarez (6)

SUBS UTILIZADOS

Saul Niguez (6)

João Felix (4)

Kondogbia (4)

Diogo Soares Loureiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

GP Estados Unidos: Kimi Antonelli a dois pontos do título

A CORRIDA: AINDA NÃO FOI DESTA, MAS KIMI ANTONELLI FEZ TUDO O QUE LHE COMPETIA NO FIM DE SEMANA DE AUSTIN Kimi Antonelli venceu este domingo o Grande Prémio dos Estados Unidos de Fórmula 1, com o título a ser apenas uma formalidade à espera de acontecer, que será provavelmente na ronda seguinte, no México, onde um nono lugar chega para assegurar o cetro.

Bernardo Figueiredo · 2 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

O Açor não tem medo da Águia | Santa Clara x Benfica

«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.