Publicidade

GD Estoril Praia 0-0 Portimonense SC: Estoril carregou, mas não bastou

Guilherme Anastácio · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol NacionalApós um surpreendente e positivo empate no estádio dos Barreiros, o Estoril Praia recebeu, no jogo de fecho da décima terceira jornada, o Portimonense que veio de uma vitória por duas bolas frente ao Tondela.

Com Mano lesionado, Ivo Vieira operou uma única substituição, introduzindo Fernando Fonseca no 11 titular da equipa estorilista. Por sua vez, Víctor Oliveira apostou nos mesmos protagonistas da última jornada.

Embora com as equipas em contextos completamente diferentes, perspetivava-se um excelente jogo de futebol fruto do tipo de sistema de jogo implementado pelos dois treinadores. Porém, não foi isso que se sucedeu. O jogo até começou relativamente bem para a equipa da linha com, logo aos dois minutos, um forte remate defendido pelo guardião da equipa visitante, Ricardo Ferreira. Logo de seguida, na ressaca do lance, o canto originou uma jogada estudada que, por sua vez, originou mais uma boa defesa de Ricardo Ferreira.

Todavia, após este lace inicial, nada mais deu. A noite arrefeceu e o jogo também. Foi preciso esperar até ao minuto vinte e dois para se cheirar de novo o golo: Kléber cabeceara ao lado numa boa jogada do flanco esquerdo estorilista. Respondendo a esta oportunidade, o Portimonense esteve também perto do golo: ao minuto vinte e cinco, numa excelente combinação do ataque algarvio, Nakajima remata para uma boa defesa de Moreira.

Os canarinhos não foram eficazes o suficiente para vencer a equipa de Portimão Fonte: GD Estoril Praia
Os canarinhos não foram eficazes o suficiente para vencer a equipa de Portimão
Fonte: GD Estoril Praia

Aos vinte e sete minutos, a melhor ocasião de golo da primeira parte. Após uma recuperação de Lucas Evangelista à saída do meio campo, André Claro aparece isolado e atira por cima da baliza de Ricardo Fernandes, Soberana oportunidade para os canarinhos. Aos trinta minutos, por sua vez, foi a vez da equipa de Portimão. Com a sua arma mais letal, o contra ataque, Nakajima (de novo) atira ao lado. Kléber não ficou atrás e logo no minuto seguinte cabeceia por cima.

A partida estava ao rubro e pedia-se mais do mesmo. Contudo, e para infelicidade dos adeptos que marcaram presença no António Coimbra da Mota, a partida voltou a arrefecer e nada mais houve até Bruno Paixão mandar as equipas para o balneário.

Foi, assim, uma primeira parte fraca marcada pelo constante equilíbrio entre as duas equipas. Respeitando-se mutuamente, Estoril e Portimonense apresentaram um futebol altamente marcado pela paciência, esperando, quase sempre, pelo erro do adversário.

Tal como a primeira, a segunda parte recomeçou a todo o gás. Mas, desta vez, foi o Portimonense a começar com o pé no acelerador. Logo aos cinquenta minutos, após um canto perigoso, o Portimonense envia uma bola às malhas laterais. De seguida, Víctor Andrade e Kléber tentaram também “molhar o bico” mas sem sucesso.

Minuto cinquenta e cinco: golo na Amoreira (pensou-se…). Num livro à entrada da área, a bola acerta no poste esquerdo da baliza de Moreira e, na recarga, Wellington Carvalho introduz a bola na baliza. Contudo, e já após os festejos da turma algarvia, Bruno Paixão consulta o vídeo-árbitro e anula o golo.

Posto isto, Ivo Vieira apercebeu-se do forte ímpeto inicial do Portimonense e efetuou uma dupla substituição na sua equipa: colocou Eduardo no lugar de André Claro e substituiu Jorman pelo Allano. O técnicou tentou assim (e conseguiu) estancar o bom momento dos algarvios.

À semelhança da primeira, desta vez por ação de Ivo Vieira, o jogo arrefeceu, Bola cá, bola lá, até que ao setente minutos após um canto bem batido no lado esquerdo, Ricardo Fernandes evita o golo com uma excelente defesa a responder a um perigoso cabeceamento na pequena área.

Entretanto, o Estoril carregava. Do minuto sessenta ao minuto oitenta, só deu Estoril (e Kléber). A formação cascalense encontrava no seu ponta de lança Kléber a sua maior arma. Num jogo marcado por inúmeros cruzamentos, o avançado brasileiro era o alvo dos mesmos. Cheirava-se a golo na Amoreira… e do Estoril.

Grande segunda parte dos “canarinhos”. Bola parada, bola corrida, jogadas diretas, combinadas, combinações, triangulações,… o Estoril tinha soluções para tudo e já merecia, no mínimo, um golo. Não deixava o Portimonense respirar e a equipa algarvia “nem tocava na chicha”.

Os adeptos galvanizavam-se em uníssono com a equipa. Os jogadores corriam e os adeptos apoiavam. Só falta mesmo o ingrediente final, o golo.

Ao minuto oitenta e cinco, o Estoril contava com quinze remates sendo que quase todos levaram selo de golo. Fosse a ineficácia ou a exibição fantástica de Ricardo Fernandes, os azuis e amarelos encontravam sempre um obstáculo às suas investidas.

Termina o jogo no António Coimbra da Mota. Tal como na jornada anterior, o Estoril mereceu os três pontos. Começa a ser, de facto, um injusto lanterna vermelha. Se justiça fosse feita, os “canarinhos ficaram com os três pontos. Hoje, a equipa da linha não se pode queixar de si mesma. Ivo Vieira está de parabéns e deve dar os mesmos aos seus jogadores. Excelente exibição estorilista contrapondo com um desapontante jogo da equipa de Portimão.

A FIGURA

Fonte: GD Estoril Praia
Fonte: GD Estoril Praia

Kléber – O ponta de lança brasileira tentou de várias formas e feitios. Foi o expoente máximo da equipa estorilista e das suas investidas. De longe, foi quem mais batalhou e quem mais mereceu os três pontos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Portimonense SC
Fonte: Portimonense SC

Vítor Oliveira – Não soube estancar o ataque do estorilista. Esperava-se mais, muito mais dos algarvios. Com poucas oportunidades de golo, o Portimonense não justificou o bom momento de forma e a boa classificação no campeonato. As substituições não resultaram e o treinador não foi feliz no jogo de hoje.

CONFERÊNCIA BNR

Portimonense SC

BnR – É notório que os resultados fora de casa não são positivos. O que falta a esta equipa do Portimonense quando joga fora do Algarve?

Vítor Oliveira – O Portimonense é uma equipa que vem da segunda divisão, é uma equipa com poucos jogadores que já jogaram na primeira liga. O Portimonense perdeu com o Braga, perdeu com o Rio Ave, perdeu com o Benfica, perdeu com o Porto, empatou com o Guimarães e empatou com o Moreirense e com o Estoril que são equipas do nosso campeonato. Não acho que os resultados sejam assim tão negativos.

GD Estoril-Praia

BnR – Como disse há bocado, a equipa está em crescimento. Até que ponta é que acha que consegue chegar com este plantel e com estes jogadores?

 Ivo Vieira – A equipa procura acima de tudo sair desta situação e pretende potenciar os seus jogadores. Seria injusto se dissesse que os jogadores não fizeram o que pedi. Quem analisar os dois últimos jogos a frio vê que o Estoril conseguirá sair desta situação. É em cima desse alento que vamos trabalhar.

 

Foto de Capa: Bola na Rede

Guilherme Anastácio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.