Publicidade

Liverpool FC 0-0 Arsenal FC: Ninguém entra na fortaleza londrina

Diogo Lagos Reis · 4 min

Liverpool x Arsenal
Foto: Arsenal FC

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: ESTATÍSTICAS NÃO GANHAM JOGOS, NEM SIGNIFICAM MELHOR EXIBIÇÃO

Depois de o Chelsea FC assegurar o seu lugar na final da Taça da Liga Inglesa, o Liverpool FC e o Arsenal FC lutaram entre si pela última vaga, na primeira mão das “meias”. Não era um jogo qualquer e, portanto, nos minutos iniciais, a partida foi coordenada pela cautela, o alinhamento e a disciplina estratégica de uma meia-final.

Porém, naturalmente, os erros acabariam por chegar. Andrew Robertson coloca uma bola lindíssima a isolar Diogo Jota, mas este é impedido por uma entrada muito imprudente de Granit Xhaka. O árbitro nem pensou duas vezes. Foi expulso e os Gunners encontravam-se em “maus-lençóis”, a defender e a rezar, face à crescente tempestade Liverpool. Aguentaram e chegaram ao porto “Intervalo”. Restava agora saber como iriam reagir no itinerário “Segunda Parte”.

No retomo da partida, o Arsenal FC acomodou-se em bloco baixo disposto a lutar contra o exército vermelho de Klopp que subia terrenos muito rapidamente. Aliás, em certos instantes, o Liverpool sufocava completamente a equipa londrina e para sobreviverem, a sua atenção e concentração tinham de estar a 200%.

Contudo, apesar da vantagem numérica e enorme posse de bola, o Liverpool FC apenas registou um único remate enquadrado à baliza (na ponta final), pecando muito na criatividade, no critério e na falta de soluções ofensivas. No fundo, a melhor equipa em campo foi o Arsenal FC com uma persistência e solidez defensiva de tirar o chapéu, retirando um bom resultado nesta eliminatória. Será que conseguirão finalizar o trabalho em sua casa e garantir um lugar na final da Taça da Liga Inglesa?

 

A FIGURA

Solidez defensiva do Arsenal FC – Honestamente, tinha de ser. Foi um trabalho impecável de todo o coletivo, desde a linha defensiva de cinco, a tripla Lokomba, Saka e Martinelli no meio campo e até Lacazette. Anularam por completo as investidas dos Reds e conquistaram um bom resultado na primeira mão das meias-finais da Taça da Liga Inglesa. Estão todos de parabéns!

 

O FORA DE JOGO

Granit Xhaka (Arsenal FC) – Já não é a primeira vez que o suíço é expulso no Arsenal FC. Aliás, é porventura o jogador no plantel com mais vermelhos registados (5). Não pode acontecer num jogo desta dimensão e ainda para mais devido ao comportamento que teve. Isto é, uma entrada muito imprudente numa fase tão prematura  (23´), no qual condicionou por completo o plano de jogo e o resto da partida do Arsenal FC que podia ter corrido mal.

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Sem Salah e Sadio Mané (duas das suas principais estrelas), o Liverpool FC de Jurgen Klopp colmatou as suas ausências com Minamino e Diogo Jota. Em relação ao sistema tático, não houve quaisquer surpresas: 4-3-3.

Notou-se uma boa ligação entre setores e um grande envolvimento dos centrais na construção (sobretudo Matip) e dos laterais Robertson e Arnold no momento ofensivo, sendo que o inglês jogou grande parte do tempo a médio centro na posição de Henderson que descaiu à direita.

Durante maior parte dos primeiros 45´, o Liverpool FC foi o dono da bola com combinações rápidas e curtas de um flanco para o outro, procurando desgastar e distanciar Saka e Martinelli de Lokonga no sentido de abrir espaço no interior. Na segunda parte, deram continuidade ao seu plano e montaram um cerco à baliza dos Gunners, porém foram anulados completamente pela defensiva londrina.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (7)

Andrew Robertson (7)

Virgil Van Dijk (7)

Joel Matip (7)

Trent Alexander-Arnold (6)

James Milner (6)

Fabinho (6)

Jordan Henderson (7)

Takumi Minamino (5)

Roberto Firmino (6)

Diogo Jota (5)

SUBS UTILIZADOS

Curtis Jones (6)

Joe Gomez (6)

Neco Williams (6)

Alex Oxlade-Chamberlain (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Depois de serem eliminados da FA Cup pelo Nottingham Forest FC, o Arsenal FC pretendia se redimir e conquistar um bom resultado na primeira mão das meias-finais da final da Taça da Liga da Inglaterra. Para tal, alinhou-se num típico 4-2-3-1 que, sem bola, se convertia num 5-3-2 e, depois da expulsão, num 5-3-1 até ao resto da partida.

Contudo, a expulsão veio aumentar as dificuldades e perderam a posse de bola. Deste modo, o plano de jogo passou a ser o mesmo até ao final da partida: defender e procurar transições rápidas através de, sobretudo, Saka e Martinelli. Era muito importante segurar a largura da linha de cinco e fechar qualquer espaço ao Liverpool FC.

Ao contrário do Liverpool FC, cumpriram o plano na perfeição e por incrível que pareça, apesar da diferença abismal de posse de bola e controlo de jogo, realizaram os mesmos remates à baliza que o adversário (1). Simplesmente, foram os melhores taticamente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Aaron Ramsdale (7)

Kieran Tierney (7)

Gabriel Magalhães (7)

Bem White (8)

Cédric Soares (4)

Granit Xhaka (3)

Albert Sambi Lokonga (7)

Gabriel Martinelli (7)

Alexandre Lacazette (7)

Bukayo Saka (7)

Edward Nketiah (4)

SUBS UTILIZADOS

Rob Holding (7)

Calum Chambers (8)

Nuno Tavares (6)

Diogo Lagos Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.