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OGC Nice | O projeto para regressar ao topo

Diogo Mimoso Ferreira · 4 min

OGC Nice
Foto: OGC Nice

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Após o Lille OSC ter quebrado a hegemonia do Paris Saint-Germain FC, surge para esta nova temporada um projeto renovado, que promete intrometer-se no topo do futebol francês. Falo de um emblema histórico, sediado na Riviera francesa, ao qual a falta de títulos tem retirado o brilho de outrora. O OGC Nice, fundado em 1904, tem no seu palmarés quatro títulos de campeão francês, sagrando-se pela última vez em 1958/59, e três taças de França, não vencendo mais nenhum troféu desde a temporada 1996/97.

O passado recente do OGC Nice tem sido marcado pelo antagonismo das suas prestações, realizando épocas de qualidade no seguimento de um mau campeonato, sendo que o contrário também se registou. Desde o começo do presente século, a melhor classificação do OGC Nice ocorreu na temporada 2016/17, terminado no terceiro posto, ao comando de Lucien Favre.

Analisando estes últimos 20 anos, o emblema francês conseguiu por duas ocasiões terminar o campeonato na quarta posição. A primeira foi em 2012/13, apesar de no ano desportivo seguinte ficar apenas um lugar acima da linha de água, e a segunda vez ocorreu em 2015/2016. Na última temporada, terminaram no nono lugar da tabela classificativa.

O novo projeto do OGC Nice aparenta ter um futuro risonho, com bases sólidas, que poderá conquistar o futebol gaulês nos próximos anos. Um dos grandes pilares são os patrocinadores, como a Allianz, que dá nome ao estádio do emblema francês, e a INEOS, que adquiriu o clube em 2019. A multinacional de produtos químicos, com sede em Inglaterra, comprou o OGC Nice por cerca de 100 milhões de euros, ampliando o seu campo de ação no mundo desportivo.

Anteriormente, a INEOS já havia adquirido outro clube de futebol, o Lausanne FC, na Suíça, mas é no ciclismo e na Formula 1 que esta empresa se destaca com maior protagonismo. Também em 2019, esta multinacional alcançou um acordo para a aquisição da antiga Team Sky, no ciclismo; já nos desportos motorizados, concretizou uma parceria com a Mercedes, campeã em título pelo sétimo ano consecutivo, no campeonato de pilotos e de construtores.

Numa primeira análise a este projeto futebolístico, e centrando o foco no plantel, observa-se uma equipa jovem, com muita qualidade, e que poderá estabelecer bases sólidas para o sucesso no futuro. A média de idades entre os jogadores ronda os 23 anos, sendo que, até ao momento, apenas dois futebolistas já estão na casa dos 30 anos. Dante, com 37, e Morgan Schneiderlin, que tem 31 primaveras, são dois atletas experientes, que inclusivamente venceram provas europeias, e podem ser fundamentais no balneário, canalizando o seu conhecimento para ajudar no crescimento da juventude.

Para a nova temporada, foram contratados reforços com grande potencial de crescimento, como Melvin Bard, proveniente do Olympique Lyonnais, o defesa Jean-Clair Todibo contratado ao FC Barcelona por 8,5 milhões de euros, o extremo Justin Kluivert, emprestado pela AS Roma, e ainda o prodígio holandês Calvin Stengs, que chega do AZ Alkmaar por uma quantia a rondar os 15 milhões de euros. Destaque para o facto de que Stengs, com apenas 22 anos, ser o reforço mais velho dos quatro atletas previamente mencionados.

A escolha do técnico principal para a época que se avizinha também deverá refletir-se nos resultados e pode mesmo ser um fator determinante. Após se ter sagrado campeão francês na época transata, ao serviço do Lille OSC, Christophe Galtier foi o escolhido para liderar o OGC Nice. O palmarés do treinador de 54 anos é curto, acrescentado apenas uma Taça da Liga francesa, conquistada ao serviço do AS Saint-Étienne, ao campeonato francês vencida na temporada passada.

É justo considerar que a grande conquista de Galtier foi consagrar o projeto do Lille OSC, destronando o Paris Saint-Germain FC com um plantel jovem, a rondar os 25 anos relativamente a média de idades. Foram quatro anos ao serviço do Lille OSC, sendo que no primeiro ficou na 17ª posição do campeonato, mas posteriormente os resultados melhoraram significativamente, e inclusivamente em 2018/19 alcançou a segunda posição na tabela classificativa. Esta campanha foi essencial no regresso do Lille OSC ao topo do futebol gaulês, alcançando a presença na Liga dos Campeões e assegurando uma maior segurança financeira para o clube.

O projeto do OGC Nice aparenta ser bem equacionado e tem uma grande potencialidade de singrar. Na minha opinião, apesar da grande qualidade individual do plantel, este é constituído por jogadores bastante jovens, o que pode significar sucesso futuro, mas deixa algumas reservas relativamente ao presente. Outro fator a ter em conta é a dificuldade em vencer o Paris Saint-Germain FC, como o Lille OSC demonstrou ter capacidade para o fazer. Há que ter em conta a constante contratação de novos reforços sonantes para o emblema parisiense, com um investimento com o qual é difícil de competir no universo do futebol francês. Ainda assim, este projeto do OGC Nice tem bases sólidas para suceder.

Diogo Mimoso Ferreira

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