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SL Benfica 1-3 FC Porto: Noite de VAR aberto

Joana Libertador · 3 min

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SL Benfica e FC Porto defrontaram-se esta noite, pela segunda vez nesta temporada, num jogo onde se procurava o primeiro finalista da Taça da Liga.

O jogo mostrou-se intenso e interessante desde o primeiro minuto, contando logo com duas grandes oportunidades, uma para cada lado. Com a bola sempre bem disputada, os dragões foram os primeiros a chegar ao golo, por parte de Brahimi, aos 24 minutos. Os encarnados queixaram-se de falta sobre Gabriel no início da jogada, mas Carlos Xistra, impetuoso e confirmou a vantagem do FC Porto.

Nota positiva: o golo em nada alterou o rumo da partida. Tanto que, cinco minutos depois, Rafa igualou o marcador, com uma bola vinda das mãos de Vaná, após defesa de um grande remate de Seferovic. Carlos Xistra consultou o VAR, na dúvida de uma possível mão do avançado encarnado, mas concluiu, e bem, que nada havia para assinalar. Com a bola no meio campo, instala-se a confusão no banco do FC Porto, que leva à expulsão de Luis Gonçalves.

Ainda o Benfica não tinha começado a assimilar o empate e Marega volta a arrefecer o coração vermelho e branco. O FC Porto mostrou o porquê de ser a melhor equipa do campeonato até ao momento e reagiu de uma forma brilhante ao empate. 35 minutos de jogo e haviam já três golos.

O clássico foi marcado por uma grande primeira parte
Fonte: FC Porto

As águias sentiram mais o 1-2, mas ainda assim a partida continuava digna de um clássico do futebol português. E assim foi até aos 45′, momento em que Pizzi quase empata o jogo. Um golo, à porta do intervalo, é anulado (e mal, na minha opinião) ao médio português. Este foi o pior momento de um bom jogo. Uma equipa de arbitragem, com VAR, e, ainda assim, anula-se um golo limpo. Carlos Xistra nem consultou as imagens e tornou-se, assim, no fora de jogo da noite.

Assim, as equipas saíram para os balneários com o FC Porto a beneficiar de um resultado ditado pela arbitragem.

A segunda parte foi claramente mais fraca que a primeira. Os dragões mostraram-se mais concentrados e apesar dos esforços o Benfica não conseguiu chegar ao golo – Seferovic e João Félix foram os autores das duas melhores oportunidades para o Benfica. Bruno Lage arriscou, fez substituições arriscadas, mas com cabeça (entrada de Castillo e de Salvio), no entanto, de nada serviu. O FC Porto acabou por aproveitar uma bola num contra ataque e Soares fez um grande passe para Fernando Andrade que na cara de Svilar não falhou, aos 86 minutos. O jogo morreu nesse momento, com um Benfica incapaz de dar a volta a cinco minutos do fim.

Nota muito positiva para o Benfica de Bruno Lage que poderia perfeitamente ter vencido a partida. Mérito do FC Porto que sai desta partida vitorioso e marca presença na final da Taça da Liga, aguardando agora pelo seu adversário: Sporting CP – Braga SC.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SL Benfica: Svilar, Grimaldo, André Almeida (Salvio, 83′), Jardel, Ruben Dias, Pizzi (Castillo, 72′), Rafa, Samaris, Gabriel (Gedson, 60′), João Félix, Seferovic.

FC Porto: Vaná; Éder Militão, Pepe, Felipe, Alex Telles; Corona (Bruno Costa, 65′), Herrera, Óliver, Brahimi (Fernando Andrade, 77’); Marega, André Pereira (Tiquinho Soares, 60′).

Foto de Capa: FC Porto

A FIGURA

Fonte: SL Benfica

Futebol – Inevitavelmente. Coisa rara em jogos grandes – um jogo aberto, intenso, mas sem paragens consecutivas e com mais golos que o esperado. Grande nota para o futebol jogado.

O FORA DE JOGO

Fonte: FIFA

VAR – É inadmissível que se introduza uma tecnologia no futebol e que esta não ajude o jogo em nada. Julgo que não se pode aceitar que o VAR não corrija os erros (que podem acontecer) da equipa de arbitragem. Uma vez mais, o videoarbitro sai com nota negativa de um jogo.

Joana Libertador

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