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Toni Kroos | A elegância no adeus

Miguel Costa · 2 min

Toni Kroos Florentino Pérez Real Madrid
Foto: Real Madrid

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A saída de craques em Madrid, nos últimos anos, continua bem patente e desta feita Toni Kroos junta-se a um leque que já conta com Sérgio Ramos, Cristiano Ronaldo, Marcelo, Benzema, Casemiro, entre outros.

Tendo prometido, desde sempre, que se iria retirar do futebol cedo e no mais alto nível para que pudesse ser uma mais-valia e não o inverso, Toni Kroos anunciou na semana transata que, após terminar a sua participação no Europeu 2024, irá pendurar as botas. Interessante que a forma como se despede assemelhasse bastante à de Zinédine Zidane, em 2006. Até na despedida, à semelhança do francês, tem elegância.

Um símbolo do futebol mundial e do maior clube do mundo que abandona o desporto rei “do nada”, sem que de facto houvesse uma preparação, se é que é possível, para uma despedida ao seu nível.

Na carreira são 34 títulos, por clubes e seleção, e deixo à disposição todos eles. De relembrar que Toni Kroos, como profissional, representou três clubes: Bayer Leverkusen, Bayern de Munique e Real Madrid.

 Palmarés de Toni Kroos

 1 Mundial de Futebol (2014)

 5 Champions League (2013, 2016, 2017, 2018, 2022)

 6 Mundiais de clubes (2014, 2015, 2017, 2018, 2019, 2023)

 5 Supercopas da Europa (2014, 2015, 2017, 2018, 2023)

 4 Ligas Espanholas (2017, 2020, 2022, 2024)

 1 Copa del Rey (2023)

 4 Supercopas de Espanha (2018, 2020, 2022, 2024)

 3 Bundesliga (2008, 2013, 2014)

 3 Taças da Alemanha (2008, 2013, 2014)

 1 Supertaça da Alemanha (2013)

No entanto, o seu palmarés, apesar de demonstrar a sua preponderância, não reflete, por completo, o seu simbolismo, principalmente no Real Madrid, onde viveu o seu auge. É, e foi, o comandante do meio-campo madrileno. Um autêntico guia em campo. O jogo do Real, nesta última década, foi sempre pautado pelo “8”, cujo nome é Toni Kroos. Sem esquecer, os seus companheiros de “vida”, Casemiro e Modrić que, juntamente com o germânico, fizeram parte de um dos melhores trios da história.

Com certeza que a forma de jogar do Real Madrid irá mudar. Sem o internacional alemão, serão menos lógicos com bola e o critério diminuirá. Continuarão a ser uma equipa martirizante e difícil de bater, logicamente, mas notar-se-á o decréscimo nesse sentido.

Foi, desde sempre, um craque discreto. Não precisou dos holofotes, apenas de uma bola de futebol e de troféus na sua prateleira para se sentar no Olimpo do futebol mundial.

No adeus ao futebol, enquanto jogador, leva com ele um campeonato espanhol e, possivelmente, uma Liga dos Campeões. Numa temporada que, a meu ver, foi a mais completa da sua carreira.

Conseguirá, Toni Kroos, despedir-se do Real Madrid com a sexta “orelhuda”, na conta pessoal, e a 15.ª do clube? No próximo sábado, dia 1 de junho, teremos a resposta…

Miguel Costa

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