WEC | 1000 milhas de Sebring: Ninguém parou a Alpine e ela venceu

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HISTÓRIA DA CORRIDA: “WEC” COM TUDO A QUE TEM DIREITO

A primeira corrida da 10.ª temporada do Campeonato do Mundo de Resistência teve de tudo – drama, bandeiras amarelas, bandeiras vermelhas com uma pitada de acidentes. Fica marcada desde já a primeira vitória da Alpine #36. Os portugueses só conseguiram um pódio.

Se recuarmos até ao início da mesma, já estaríamos com um olho na equipa francesa, graças aos resultados nos testes e qualificação. Mesmo com trocas de liderança com entradas nas boxs, a Alpine apresentou um bom ritmo, sendo mais rápida que ambos os Toyota e Glickenhaus. Quem também apresentava um bom ritmo foi a Porsche GT Team #92, que também tinha demonstrado isso em plenos testes e qualificação, ao ficar em primeiro na categoria e acabar também em primeiro.

Com o início de corrida sobre sol e muito calor no estado da Flórida, foi a Alpine quem se tornou logo líder da corrida, estendendo assim a sua pole position com sucesso. Filipe Albuquerque, no #22 da United Autosport tentava ultrapassar o Toyota #8 na partida. Um início de corrida sem problemas e que levou à estagnação.

Quem não estava com muita sorte era o #34 da Inter Europol com Esteban Gutierres, Fabio Scherer e Jakub Smiechowski. O carro verde e amarelo estava com dificuldades em fazer a sua corrida, tendo parado várias vezes em pista, mas retornando sempre à corrida, até que não deu para mais e teve de encostar. Situação caricata em que Eduardo Freitas, o diretor de corrida da WEC, teve de cancelar o Full Course Yellow, pois o #34 voltava sempre a andar e podia prosseguir com a corrida.

Entretanto, mais para baixo, a Porsche e a Corvette lutavam pelo primeiro lugar, trocando de posição sempre que podiam. O #92 e o #64 andavam inseparáveis até ao fim.

Com a corrida a chegar quase a meio, o Toyota #7 envolve-se em dois momentos críticos para a sua corrida – um primeiro toque com o carro #88 da Dempsey Proton Racing que o atira para o muro de pneus e danifica a frente do carro, o segundo momento foi o seu carro não responder ao volante e, com isso, seguiu em frente  e bateu com o carro noutro muro de pneus, capotando o mesmo. Felizmente, saiu consciente e por si. Com isto, foi acionada bandeira vermelha.

A corrida recomeçou com as barreiras já arranjadas. E com uma alteração: ao contrário do esperado, a corrida, que estava a ser contada por voltas (268 no total), passou a ser contada em tempo, para não exceder as oito horas de corrida, já que a bandeira vermelha ainda tomou um bom tempo a ser levantada.

Mas a corrida não demorou muito para receber outra bandeira vermelha, desta vez não por culpa de um acidente, mas, sim, por culpa da trovoada que se aproximava do circuito. A uma hora do fim, Freitas falou novamente às equipas a explicar que a bandeira vermelha que impunha seria mesmo pela “lei”, que pode obrigar à paragem da corrida pela segurança dos marshalls. Ainda se fizeram as últimas voltas debaixo de Safety-Car, mas, mais uma vez, foi decretada a bandeira vermelha e, assim, terminou a corrida, sobre o receio da chuva chegar.

Ana Catarina Ventura
Ana Catarina Venturahttp://www.bolanarede.pt
Esta é a Ana Catarina. Apaixonou-se pela Fórmula 1 com 14 anos e a partir desse momento, descobriu o mundo do desporto motorizado. Graças a isso, seguiu o caminho do jornalismo até se licenciar em Jornalismo e Comunicação, na capital do Alto Alentejo.

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