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O ano civil aproxima-se do final, o que significa que a época desportiva na maioria dos países europeus se encontra praticamente a meio. Tempo por isso de olhar para aquilo que se passou no ano de 2018 e para metade da época já findada, para traçar alguns desejos que gostaria de ver concretizados em 2019, no Futebol Internacional.
5.

Liverpool FC e Borussia Dortmund campeões nacionais – Este é um desejo pessoal meu para 2019. Não sendo um adepto assumido e apaixonado de ambos os clubes, desejo que ambos se tornem campeões nacionais. No caso do Liverpool, por toda a história do clube inglês, penso que está na altura de quebrarem um longo jejum. Os comandados de Klopp demonstraram até agora que são, sem dúvida, a equipa em Inglaterra que pratica melhor futebol.
Quanto ao Borussia Dortmund, acho que para o futebol alemão crescer precisa de mostrar que consegue ter equipas campeãs para além do Bayern Munich. Nada contra a equipa da Baviera, mas um campeonato onde a paixão é tão intensa como na Liga Inglesa e onde os estádios estão sempre completamente lotados, faz bem que haja competitividade para despertar também a atenção dos adeptos exteriores.
4.

Sucesso da organização portuguesa da final-four da Liga das Nações – Como português este é um desejo óbvio. A primeira final-four da Liga das Nações será em Portugal e eu espero que pessoalmente seja um sucesso para mais tarde recordar, tal como o Euro 2004.
Espero que os adeptos portugueses aproveitem esta ocasião para demonstrar a festa do futebol à portuguesa sempre com elevação e respeito.
3.

Bola de Ouro e FIFA Best Player voltem a premiar o melhor jogador do mundo – Este ano os prémios individuais decidiram que estava na altura de quebrar a hegemonia Messi/Ronaldo e ignoraram completamente o seu pressuposto, o de premiar o melhor jogador individual do Mundo. Nesse capítulo, Ronaldo e Messi continuam a ser os melhores e únicos no mundo. É inaceitável ver Messi fora do top3.
2.

Fonte: UEFA
Chega de hipocrisias – Aquilo a que temos vindo a assistir nos últimos anos, no contexto do futebol internacional, é uma hipocrisia por partes das grandes ligas europeias para com as restantes. Anunciam e proclamam que querem lutar pelo desenvolvimento do futebol europeu, mas por trás tentam organizar e assentar cada vez mais um monopólio, onde só eles saem a ganhar.
Vergonhoso.
1.

Uma UEFA mais firme e realmente europeia – Ainda no seguimento do ponto número dois. O atual presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, quando assumiu funções prometeu mudanças e uma luta por um futebol europeu mais equilibrado e competitivo.
Aquilo que tem vindo a desenvolver é exactamente o oposto daquilo que prometeu. Tem-se revelado uma autêntica marioneta nas mãos dos interesses financeiros. Os grandes clubes europeus querem mais receitas para si, ameaçando com uma SuperLiga Europeia, a UEFA decide tornar a Liga dos Campeões mais restrita aos clubes ingleses, espanhóis, alemães e italianos com estes a terem quatro qualificações diretas para a fase de grupos.
Mais recente, como se não tivéssemos já atingido um ponto de saturação, aceitou a criação de uma terceira competição europeia, criada segundo a razão oficial de que irá ajudar os clubes mais pequenos, mas que não passa de uma medida de contenção para deslocar clubes de ligas menos expressivas para abrir vagas para os países mais expressivos.
A Liga dos Campeões ficará ainda mais fechada aos clubes do Big-5.
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro














