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Atenção, não é notícia: CR7 vence ‘O Melhor’

Pedro Machado · 1 min

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Cabeçalho Futebol Internacional

11 de Dezembro de 2000

Não, o país não parou para ver a gala de atribuição dos prémios FIFA. Mas quase.

35 anos depois da Bola de Ouro de Eusébio e 13 anos volvidos da injustiça cometida sobre Futre, estávamos na iminência de pode encher os pulmões gritar ao mundo que tínhamos o melhor jogador da bola!

E não, não era porque alguém numa tasca o tinha dito, teríamos a legitimidade de uma (na altura) respeitável e séria instiuição que mandava em todos os jogadores e equipas. A França era campeã da Europa? Nós teríamos o melhor jogador… do universo!

Mas não aconteceu. Figo foi ultrapassado por Zidane na votação. A coroação do português chegaria 10 dias depois, com a Bola de Ouro, título ao qual se juntaria, 1 ano mais tarde, o tal prémio que o nosso número 7 devia ter vencido no primeiro 11 de Dezembro do milénio.

 

9 de Janeiro de 2017

Não, o país não parou para ver a gala de atribuição dos prémios FIFA. Nem pouco mais ou menos.

Sim, ganhámos o Europeu, e tínhamos treinador (não ganhou) e jogador nomeados para melhores do mundo, mas já estamos habituados a ter o melhor do mundo a jogar à bola que nos passa ao lado. Ou é ele ou é o “pequenito” a ganhar. Se for o “nosso”, melhor. Mas são muito poucas as vidas que ficam suspensas para ver ser cumprida uma mera formalidade.

Ao longo dos últimos anos (com este, são três trifunfos em 4 anos), fomos mimados pelos feitos de um homem sempre com o depósito cheio de capacidade de trabalho, que vê na adversidade uma oportunidade de vitória e que ridiculariza a palavra “inatingível”. Um espírito que torna mais fácil (ou menos difícil) conquistas inéditas como a do Europeu de Selecções.

Depois da Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo é o melhor jogador do mundo para a FIFA. E novidades?

Foto de Capa: ESPN

Pedro Machado

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