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Itália e Espanha têm protagonizado alguns confrontos marcantes nos últimos tempo. Na final do Euro 2012, Espanha bateu a Itália por claros 4-0, mas, há apenas três meses, no Europeu de França, foi a vez de a Itália sorrir, enviando a seleção espanhola mais cedo para casa com um banho tático e futebolístico. A isso ainda se juntava a curiosidade de ver como os seus novos selecionadores Julen Lopetegui e Giampiero Ventura se sairiam no seu primeiro grande teste. Acabaram empatados, embora Espanha tenha sido melhor durante a maior parte do tempo.
Os comandados de Lopetegui fizeram uma primeira parte de grande nível, em que encostaram os italianos lá atrás e controlaram por completo a partida. Não criaram nenhuma ocasião flagrante nesse período, mas aproximaram-se da baliza de Buffon com perigo nalgumas ocasiões, especialmente quando David Silva e Iniesta combinavam entre si. O jogador do Manchester City começou o jogo na ala esquerda, mas isso era só no papel. Na prática, quando Espanha tinha a bola (que era quase sempre) deambulava livre pelo campo, jogando e fazendo jogar.
Mas o que mais impressionou não foi o facto de a seleção espanhola ter (muito!) mais posse de bola que a seleção italiana (77% – 33% era a repartição ao intervalo). Afinal, se há equipa que se sente confortável tendo onze homens a defender no seu próprio meio campo é a squadra azzurra. O que não estaria nos planos de Giampiero Ventura era a total incapacidade de a Itália sair em contra-ataque quando recuperava a bola. A pressão espanhola era tão intensa que as perdas de bola de Itália se sucediam ainda em zona defensiva. Os italianos tentavam sair a jogar, mas não o conseguiam nem usando Pellè como pivô ofensivo, nem explorando a velocidade de Éder.
No regresso para a segunda metade, a seleção italiana parecia querer disputar mais a posse de bola e, talvez por isso, Vitolo tenha conseguido encontrar espaço para se desmarcar nas costas da defesa aos 55 minutos. Buffon saiu da baliza, mas falhou de forma incrível a interceção, oferecendo a Vitolo um dos golos mais fáceis da sua carreira.
Depois do golo sofrido, Itália teve uma boa reação para a qual muito contribuiu a entrada de Immobile. No entanto, Espanha parecia ter o jogo controlado dentro do possível até Sergio Ramos deitar tudo a perder. Primeiro aliviou mal a bola de cabeça e, logo de seguida, cometeu grande penalidade (mais uma!) sobre Éder, que foi rápido na antecipação. De Rossi enganou De Gea com classe e empatou a partida.
Até final, ainda houve dez minutos de sofrimento para uma Espanha atordoada perante o empolgamento transalpino, mas o resultado não sofreu mais alterações. O empate acaba por saber quase a derrota para a seleção espanhola pela forma como aconteceu, mas empatar em casa do principal adversário do grupo não pode ser considerado um mau resultado.
A FIGURA

Iniesta – Na primeira parte, repartiu o protagonismo com David Silva na construção de jogo e era sempre através de um dos dois que Espanha criava jogadas de perigo. Na segunda, David Silva foi desaparecendo, mas Iniesta nunca se escondeu. Nos momentos de maior aperto por parte da seleção italiana, Iniesta era o único que conseguia sempre conservar a posse de bola para a sua equipa. Sem bola, está sempre pronto para ajudar, destacando-se até ao cortar, de carrinho, um contra-ataque italiano.
O FORA-DE-JOGO

Buffon – Não teve nenhum lance complicado para resolver e, numa das poucas intervenções que teve, fê-lo mal. Inexplicavelmente mal. É que Buffon leu bem a jogada, saiu da baliza no tempo certo e chegou à bola antes de Vitolo, perfeitamente a tempo de a cortar. Chegado a esse momento… deixou-a passar. É que nem de raspão lhe tocou e não parece que a bola tenha sofrido qualquer desvio ou ressalto inesperado.
Ao longo da sua carreira, não há dúvida de que Buffon deu muito à seleção italiana. Esta noite, não se pode dizer o mesmo.












