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Itália 2-0 Espanha: Marca registada italiana

Francisco Vaz de Miranda · 3 min

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Cabeçalho Futebol InternacionalA FIGURA

Antonio Conte: Fantástico o colectivo que Conte montou com os jogadores que tem à disposição. Longe – bem longe – de ter os grandes nomes dos outros tempos, esta Itália é o perfeito retrato daquilo que é a concepção do jogo por parte dos transalpinos. Conte tem o enorme mérito de ter conseguido anular quase por completo a Espanha, que raramente encontrou caminhos seguros para visar a baliza do gigante Buffon. Nos quartos-de-final, a Itália terá pela frente uma selecção bem diferente desta espanhola. Mas a Alemanha que se cuide, porque estes italianos não são de fiar.

O FORA DE JOGO
Iniesta: Se na fase de grupos o génio de Iniesta andou à solta e deu seguimento à grande época que fez no Barcelona, hoje o espanhol passou ao lado do jogo. A “teia” de 8 jogadores italianos entre a defesa e a linha do meio-campo tirou todo o espaço e tempo a Iniesta. Com isso, é claro, o jogo da Roja perdeu fluidez e andou aos repelões até à área contrária. Aos 32 anos, esta terá sido, provavelmente, a última oportunidade de ver o Iniesta a que todos nos habituámos.

ESPANHA

O fim do domínio espanhol Fonte: UEFA
O fim do domínio espanhol
Fonte: UEFA

A anos-luz da grande Espanha bicampeã europeia e campeã mundial em 2010. O grande motor – Xavi –  dessa equipa já não existe e basta ver os resultados do Mundial 2014 e deste Europeu para se perceber como a Roja mudou. Hoje, a selecção de Vicente Del Bosque pouco perigo conseguiu criar e nunca encontrou forma de perfurar o soberbo sistema defensivo que Conte armou em redor dos espanhóis, que lhes viam fechados todos e quaisuqer centímetros por onde pudessem criar perigo. As péssimas exibições de Silva e Iniesta explicam este “apagão” espanhol a nível ofensivo. Também Nolito passou ao lado do jogo e Álvaro Morata foi presa muito fácil para os 3 centrais-armário italianos. Para os segundos 45 minutos, Del Bosque lançou Aduriz e tirou Nolito. A Espanha melhorou – bom, difícil era piorar – mas Buffon esteve sempre lá quando os espanhóis conseguiram criar perigo. A selecção de Del Bosque (não por muito mais tempo) cai bem cedo do torneio sem qualquer glória.

Classificação jogadores:
De Gea – 8
Juanfran – 6
Piqué – 5
Sergio Ramos – 6
Jordi Alba – 5,5
Busquets – 6
Fábregas – 5
Iniesta – 6
Silva – 5
Nolito – 5
Morata – 6
Aduriz – 6
Bruno –
Pedro –

ITÁLIA

Graziano Pellè matou o jogo já bem perto do fim Fonte: UEFA
Graziano Pellè matou o jogo já bem perto do fim
Fonte: UEFA

Uma lição de bem defender e de saber contra-atacar dos transalpinos perante a – até agora – bicampeã europeia. Pode-se dizer que Antonio Conte recuperou o catenaccio e é assim que a Itália se sente em casa. Ainda assim, o início de jogo nada teve a ver com essa segurança defensiva e pragmatismo tão típico desta selecção. Montada no 5-3-2, a Itália apareceu em campo a asfixiar a selecção espanhola e a pressão altíssima que fazia pareceu ter deixado os espanhóis sem saber o que fazer. E assim foi durante toda a primeira parte. Mas desengane-se quem pensa que a squadra azzurra não sabe ter bola. Sabe, pois, e trata-a bem, constrói desde trás e chega com muita facilidade à baliza contrária: quatro ou cinco toques na bola são suficientes para que os italianos se estendam no relvado. Durante a primeira parte, o 1-0 (Chiellini) era curto para tanta superioridade da equipa de Conte. Para se perceber esta superioridade, basta ver que alturas houve em que a posse de bola era favorável à Itália frente à Espanha do (suposto) tiki-taka… Na segunda metade, a fortaleza italiana limitou-se a controlar as operações do jogo, pedir a Buffon que os segurasse lá atrás e matou o jogo para lá da hora. Como? Num contra-ataque, pois claro. Bem à italiana.

Classificação dos jogadores:
Buffon – 8
Barzagli – 7
Chiellini – 8
Bonucci – 8
Florenzi – 6,5
De Sciglio – 7
De Rossi – 7
Giacherinni – 7
Parolo – 7
Éder – 8
Pellè – 8
Darmian –
Thiago Motta –
Insigne –

Francisco Vaz de Miranda

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