Última horaEM DIRETO: Francesco Farioli e Pablo Rosario lançam o duelo da Champions League entre FC Porto e PSV
Publicidade

Mor, Duda, Nágy e Kapustka – os talentos do Euro’2016

Tomás da Cunha · 4 min

Mor, Duda, Nágy e Kapustka – os talentos do Euro’2016

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol Internacional

É difícil, no contexto actual, haver uma grande competição sem que a maior parte dos jogadores sejam conhecidos pela maioria do público. Ainda assim, há sempre jovens que demonstram potencial e que, por actuarem em campeonatos periféricos, merecem um destaque especial antes de saltarem para os grandes palcos.

Adam Nágy

O Benfica pode ser o próximo clube do talentoso húngaro Fonte: Facebook de Nagy
O Benfica pode ser o próximo clube do talentoso húngaro
Fonte: Facebook de Nagy

É um dos jogadores mais cobiçados pelas exibições que fez na prova. O jovem húngaro, que até pode vir parar à Luz, não desperdiçou a oportunidade de se valorizar na montra de uma grande competição e vai certamente experimentar outro patamar competitivo. Na primeira e única temporada que fez ao mais alto nível, Nágy teve um papel decisivo no título do Ferencváros, assumindo-se como a maior revelação da liga nacional.

À frente da defesa, o jogador impressionou pela inteligência notável no posicionamento, que lhe permite antecipar a maioria dos lances para interceptar ou desarmar, e por uma qualidade técnica muito acima da média. O facto de ter passado pelo futsal reflecte-se no seu jogo, tendo um controlo de bola fantástico com os dois pés.

Chegar à selecção foi perfeitamente natural e Nágy conquistou de forma rápida um lugar cativo no meio campo magiar. É o chamado “jogador completo”, pela qualidade que revela em todos os momentos do jogo. Apesar do enorme potencial que apresenta, o médio do Ferencváros é bastante discreto e dispensa o protagonismo. Privilegiando sempre o colectivo, tem um perfil de decisão muito desenvolvido e percebe o que o jogo pede. É muito forte ao nível do passe (curto e médio, sobretudo) e tem capacidade de assumir acções de condução.

Podendo jogar como 6 ou 8, o talentoso húngaro seria uma aquisição de peso para o meio campo encarnado, embora não se possa falar num substituto directo de Renato Sanches. Tendo outras características e um jogo mais cerebral do que o português, não deixaria de ser um reforço que se enquadra na habitual política dos encarnados.

Ondrej Duda

aa
A maior promessa eslovaca da actualidade
Fonte: Facebook de Ondrej Duda

Começou como suplente, mas não demorou a conquistar um lugar na selecção eslovaca. Mesmo fora de posição, jogando como falso 9, provou ser suficientemente talentoso para ser uma das figuras da equipa a curto prazo. O jovem de 21 anos não fez exibições deslumbrantes no Europeu, até porque não teve as condições ideais para isso, mas a inteligência que demonstra em todas as suas acções leva a crer que estamos perante um jogador com potencial para outros voos.

Seja como médio, a sua posição de origem, ou com este papel de falso 9, de Duda podemos esperar as melhores decisões para o colectivo. É um daqueles jogadores que cria para si e para os outros, tendo uma visão distinta dos demais. Com uma qualidade técnica excepcional, o jovem do Legia de Varsóvia lida muito bem com situações de pressão, tentando sempre jogar de forma criteriosa.

Além dos atributos no capítulo do passe, tem facilidade de remate e de chegada à área contrária. Duda não deverá ficar muito mais tempo na Polónia, onde está há três temporadas. É um dos jogadores com mais projecção do campeonato e está referenciado por diversos clubes de topo. Hamsik terá um parceiro de elite.

Bartosz Kaputska

Kaputska mereceu a confiança de Adam Nawalka Fonte: Facebook de Kapustka
Kaputska mereceu a confiança de Adam Nawalka
Fonte: Facebook de Kapustka

A inesperada titularidade no primeiro jogo foi a oportunidade de que o jovem precisava para demonstrar o seu talento. Tem tudo para ser uma das figuras do futuro da Polónia.

Depois de uma época muito interessante ao serviço do Cracóvia, Kapustka conquistou o seleccionador Adam Nawalka e foi aposta inicial em detrimento de Grosicki, acrescentando virtuosismo e capacidade de desequilíbrio. Jogando do lado esquerdo, criou sempre perigo com movimentações que privilegiavam o corredor central, até por ser destro. Com excelentes atributos técnicos, qualidade no passe e na condução e uma visão bastante acima da média, foi sempre o principal agitador do jogo polaco.

Saiu do 11 para o jogo com a Alemanha, apesar de ter sido um dos melhores no primeiro encontro. A provável justificação é o facto de ainda ser algo indisciplinado do ponto de vista táctico, levando o seleccionador a preferir um jogador mais experiente e disponível defensivamente como Grosicki.

Numa altura em que o futebol polaco vai recuperando o fulgor de outros tempos, o aparecimento de jovens talentos como Kapustka, Linetty ou Zielinski dá garantias de continuidade.

Emre Mor

Emre Mor é um dos destaques da prova Fonte: Facebook BVB Dortmund
Emre Mor é um dos destaques da prova
Fonte: Facebook BVB Dortmund

Contratado pelo Dortmund antes da prova, o jovem turco era à partida um dos grandes talentos a seguir. A exibição frente à República Checa foi uma bela demonstração de potencial por parte de um jogador que já tem o rótulo de “mini-Messi”.
Esquerdino, ágil, habilidoso e forte no drible. Nos últimos anos, sempre que surge um jovem com estas características é de imediato catalogado como o novo Messi. A necessidade de catalogar tudo e mais alguma coisa é quase tão grande como a de encontrar um jogador que se aproxime do argentino.

Emre Mor, nascido e formado na Dinamarca, entre Lyngby e Nordsjaelland, tem de facto um talento distinto e bastam uns minutos para o perceber. Mais do que a qualidade técnica, é a extrema imprevisibilidade do seu jogo que o diferencia. Actuando em qualquer posição do meio campo ofensivo, procura quase sempre zonas interiores e tem enorme facilidade em provocar desequilíbrios na estrutura adversária, seja em condução acelerada ou através do passe.

Aos 18 anos, o diamante turco tem naturalmente aspectos por limar. Com um estilo desregrado e um futebol puro, quase de rua, importa evoluir ao nível da compreensão do jogo, perceber que o talento individual está sempre ao serviço do colectivo. Tuchel poderá dar-lhe isso, mas sem o formatar ao ponto de lhe tirar aquilo que tem de melhor.

                                                                                                                                                                                             Foto de capa: Facebook do Dortmund

Tomás da Cunha

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.