Publicidade

Os 5 melhores golos da história do Campeonato da Europa | Euro 2020

Marta Rebelo · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Ciente do risco que corro de parecer ter uma certa idade e usar um frasquinho de azeite como perfume, vou ser assertiva na minha afirmação: não acredito que seja possível ser a única pessoa que se recorda (sempre!) da “Conquistador” dos Da Vinci durante qualquer europeu ou mundial. Se estiver emigrada, então, é tiro e queda.

Por muito que magoe não ter golos de Trezeguet, Overmars, Poborsky ou Van Basten nesta lista, dói ainda mais não incluir golos magistrais de Figo e Rui Costa, pontapés de outro planeta de Maniche ou o tal de João Pinto, que chutou com a cabeça que (de todo não) lhe estava mais à mão.

Dei por mim com uma lista de 20 e tal golos sem saber bem para onde me virar. Marta, escolhe este. Marta, escolhe aquele. Longe de mim demorar demasiado a descomplicar a vida, segui o sexto sentido e coloquei os cinco eleitos por ordem cronológica. “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”.

5.

Ronnie Whelan – Estávamos, alguns de nós, em 1988. De acordo com fontes fidedignas, mais nomeadamente o guia turístico que me apresentou (os bares de) Dublin, o Bono ainda hoje dá cabeçadas na parede porque, nesse ano, não foi uma canção dos U2 a bater o recorde de semanas em primeiro lugar.

A República da Irlanda testemunhou, efetivamente, uma das melhores prestações da sua seleção, sem que isso, infelizmente, lhes permitisse passar a fase de grupos. Valham as memórias dos bons momentos dos irlandeses e da vitória da mítica “The Boys in Green” contra o aparente mau feitio do Bono.

Em Hannover, a URSS perderia na final do seu último europeu contra a Holanda, não sem antes presenciar este golo inacreditável de Ronnie Whelan. Claramente precisou de gelo na virilha no final do jogo.

4.

Davor Šuker – Em 1990, jogador de ouro dos sub-21 da Jugoslávia. Seis anos depois, o atual presidente da Federação Croata de Futebol faz este golo de se lhe tirar o chapéu e, subtilmente, deixa um dos melhores guarda-redes de sempre a ver navios.

3.

Paul Gascoigne – Ainda em ‘96, por “Terras de Sua Majestade”, os ingleses voltariam a derrotar a “Invencível Armada” espanhola nos “quartos”, não conseguindo repetir a proeza contra os alemães no jogo seguinte.

Tecnicamente estonteante, este golo de Paul Gascoigne aconteceria ainda na fase de grupos, em Wembley, contra a Escócia. Haja braveheart para não repetir o vídeo pelo menos três vezes e tentar perceber como é que ele faz aquilo assim.

2.

Frank De Boer – Não sei quando é que as stroopwafels começaram a ganhar a reputação que têm hoje em dia, mas acredito que a inspiração pode perfeitamente ter vindo daqui.

A Holanda ganharia aos gauleses neste jogo para a fase de grupos e acabaria por voltar a encontrá-los na final, em Roterdão, deixando que o troféu apanhasse o barco que o guiaria até França pelas águas do Reno.

O golo? Uma autêntica “bolachada”!

1.

Zlatan Ibrahimovic – Sim, as crianças nascidas em 2000 já terminaram a licenciatura. Quando vamos a ver, estamos a planear o Euro 2030 e o último que organizámos foi há 17 anos atrás.

Estádio do Dragão, 2004. Tentar descrever o que Zlatan Ibrahimovic faz não é fácil e este golo é um dos grandes exemplos daquilo que ele é capaz de ir buscar à gaveta. A cara, a postura, a forma como joga: tudo transborda insolência. Talvez seja exatamente isso que o distingue. Não me lembro de ver ninguém conseguir ser brilhante com tanto despudor.

 

Artigo revisto por Joana Mendes 

Marta Rebelo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.