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A FIGURA

Granit Xhaka – Vendo a seleção suíça jogar, percebe-se por que é que o Arsenal decidiu contratar Xhaka ao Borussia Mönchengladbach ainda antes de o Euro começar. É por ele que passa toda a organização do jogo suíço. Por maior que seja o ritmo do jogo e a pressão adversária, Xhaka encontra sempre caminhos para sair com a bola jogável com uma calma impressionante. Foi muito devido a ele que a Suíça conseguiu ter 59% da posse de bola frente à França e, assim, ir mantendo os gauleses afastados da sua baliza.
O FORA DE JOGO

Antoine Griezmann – Depois de ter marcado o golo decisivo na vitória frente à Albânia, Deschamps voltou a dar a titularidade ao número sete francês, mas Griezmann não correspondeu às expectativas. Aos 57 minutos tabelou bem com Gignac e rematou de pé direito, obrigando Sommer a defender para canto, mas, de resto, é difícil lembrar intervenções perigosas do jogador do Atlético de Madrid, num jogo em que a França até teve várias ocasiões de golo. Esperava-se mais de uma das grandes estrelas da Liga Espanhola.
SUÍÇA
Teve mais posse de bola do que a seleção francesa, mas pode agradecer a Sommer e à trave da sua baliza (por três vezes!) o facto de não ter perdido o jogo. Entrou melhor na partida e até teve uma boa ocasião na sequência de um canto, mas depois passou por alguns momentos de aperto, principalmente na primeira parte.

Fonte: UEFA
Na segunda parte, conseguiu ter (ainda) mais posse de bola, muito devido à tranquilidade com que Xhaka organiza o jogo, bem secundado por Berhami e, mais atrás, por Fabian Schär, o central do Hoffenheim, que também oferece grande qualidade a sair com a bola. No entanto, a circulação de bola suíça pareceu funcionar mais como meio para não sofrer golos, do que para atacar, já que raramente criou perigo para a defensiva francesa. Isso foi conveniente para este jogo, em que o empate servia, mas poderá ser um problema em jogos em que a Suíça tenha de ir em busca da vitória.
Classificação dos jogadores:
Sommer – 7
Lichtsteiner – 6
Schär – 7
Djourou – 5
Rodríguez – 6
Xhaka – 8
Behrami – 7
Dzemaili – 7
Shaqiri – 7
Mehmedi – 6
Embolo – 6
Seferovic – 5
Gelson F. – 5
Lang – Sem tempo
FRANÇA
A seleção francesa não teve ninguém que assumisse a organização de jogo tão claramente como Xhaka o fez do lado suíço, vivendo, por isso, mais das arrancadas com bola dos seus jogadores. Enquanto a Suíça tentava avançar calmamente com pequenos passes de pé para pé, a França avançava, geralmente, com um jogador a galgar vários metros com a bola controlada. E, diga-se, tem vários que o conseguem fazer, como Sissoko, que é um poço de força, ou Pogba que, a essa mesma força, alia também a qualidade técnica.

Fonte: UEFA
Apesar de os suíços, pelo seu estilo de jogo, terem tido mais posse de bola, a seleção francesa teve oportunidades suficientes para merecer a vitória no jogo. Num curto espaço de tempo, na primeira parte, Pogba pôs à prova Sommer por duas vezes e, à terceira, viu o seu remate ser travado pela barra, mas os suíços foram sempre resistindo.
Na segunda parte, a seleção helvética voltou a entrar melhor em jogo, empurrando a França para trás e foi a entrada de Payet, aos 63’, que voltou a aproximar os franceses do golo. É ele que, mesmo partindo da esquerda, organiza o ataque da sua seleção e, depois, ainda tem capacidade para chegar à área e finalizar, como já o vimos fazer nos dois jogos anteriores. Neste jogo, esteve perto do golo em duas ocasiões. Primeiro, aos 75’, quando rematou à trave, após cruzamento de Sissoko e, cinco minutos depois, com um remate de fora da área que passou perto do poste. Ao contrário do que seria esperado, Payet tem sido, definitivamente, o melhor jogador francês neste Europeu.
Classificação dos jogadores:
Lloris – 6
Evra – 6
Koscielny –6
Rami – 6
Sagna – 6
Cabaye –7
Pogba – 7
Sissoko – 6
Coman – 6
Griezmann – 5
Gignac – 6
Payet – 8
Matuidi – 6









