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Os 5 nomes gravados nas Finais dos Mundiais

João Brandão · 4 min

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Os mundiais são competições singulares e as mais relevantes da história do futebol. Ter a possibilidade de disputar um campeonato do mundo já é um marco na carreira de qualquer jogador, mas poder disputar a final de um Mundial – o jogo mais aguardado do quadriénio – é algo único e estupendo. Claro que nestes jogos o principal objetivo é o coletivo, o de levar o caneco para casa para gáudio do seu povo, mas há sempre individualidades que se evidenciam e levam uma nação às costas.

Apresentamos, em seguida, cinco nomes que, irrevogavelmente, brilharam em finais de mundiais. Será que, depois da final deste domingo, acrescentaremos algum nome francês ou croata a esta lista?

5.

Fonte: FIFA

Geoff Hurst (Inglaterra, 1966) –  Provavelmente o menos conhecido desta lista, mas o detentor de um recorde interessante: é o único jogador a apontar um hat-trick numa final de um Mundial. A jogar em casa, os ingleses procuravam vencer o título pela primeira vez perante uma Alemanha em busca da dobradinha. Foram os alemães que se adiantaram no marcador, mas Hurst, que começara o certame como suplente, empatou a contenda. Mais um golo para cada lado e o jogo chegava a prolongamento. Corria o minuto 101 quando Hurst rematou à trave e a bola ressaltou sobre a linha. Os jogadores rodearam o árbitro, argumentando que a boa tinha/não tinha transposto a linha. Talvez influenciado pelo repleto estádio de Wembley o árbitro validou o golo, considerado o menos consensual de todos os Mundiais. A cereja no topo do bolo surgiu com o terceiro tento de Hurst, que subiu pela esquerda e rematou para o 4-2. A seleção dos três leões conquistava assim o seu primeiro – e único – Mundial da sua história e muito pode agradecer a Geoff Hurst, que entrou na competição como suplente e saiu com o estatuto de cavaleiro, ganhando o título de «Sir» antes do nome.

4.

Fonte: FIFA

Zinedine Zidane (França, 1998) – Mais uma vez, um jogador a brilhar em casa numa final do Mundial. O francês de origem argelina era o maestro indiscutível da seleção gaulesa mas ainda não tinha aparecido na prova como todos espectavam. Certo é que se deve guardar o melhor para o fim e foi isso que Zizou fez. Enfrentando o Brasil no jogo de todas as decisões, Zidane carimbou com duas cabeçadas certeiras o primeiro e único (à data) título mundial para a França, como se tivesse feito um ato de justiça tardio depois de Platini ter carregado os franceses na década de 80 a duas meias-finais perdidas de forma inglória. Zidane também deixou a sua marca noutra final, a de 2006, mas não pelos melhores motivos: agressão com uma cabeçada no peito de Materazzi, que o fez sair de campo mais cedo.

 3.

Fonte: FIFA

Ronaldo Nazário (Brasil, 2002) – Fenómeno. É a palavra indicada para descrever este craque. Presente em quatro mundiais (1994, 1998, 2002 e 2006), foi no realizado na Ásia que deixou a sua marca na final. Quatro anos antes esteve presente na de onde brilhou o supracitado Zidane, mas passou a lado do jogo, o que pode ser explicado devido a febres altas e convulsões que teve no dia do jogo, motivadas pelo excesso de pressão mediática sob ele colocada. Ainda assim arrecadou o prémio de melhor jogador da competição. Em 2002, no Mundial da Coreia e do Japão, embalou o escrete na conquista do Penta. Na final de Yokohama, frente à Alemanha, fez os dois golos que selaram o triunfo canarinho e levou ainda para casa a bota de ouro, fruto dos seus 8 golos na competição. Um fenómeno! 

2.

Fonte: FIFA

Diego Maradona (Argentina, 1986) –  O mundial de 1986 foi uma competição quase perfeita para «El Pibe», que imortalizou muitos momentos na história dos Mundiais. Nos quartos-de-final, num dos jogos mais mediáticos de sempre da competição, Maradona levou de vencido os ingleses. Primeiro, num golo com a mão, que Diego preferiu atribuir a Deus, a famosa “mão de Deus”. Depois, pegou na bola a meio-campo e levou-a até à área adversária passando por todos e quaisquer adversários e finalizou já em desequilíbrio, num golo considerado por muitos como o melhor de sempre. Nas meias-finais, fez os dois golos com que a albiceleste venceu a Bélgica, um dos quais notável. Já na sempre apetecida final, apesar de ter ficado em branco, ajudou a bater os alemães por 3-2, ao fazer um passe de morte para Burruchaga apontar o tento da vitória. Um verdadeiro Deus do futebol, que tão bons momentos nos presenteou.

1.

Fonte: FIFA

Pelé (Brasil, 1958) – Outro dos incontornáveis nomes dos mundiais. O Rei foi figura de proa do escrete e o primeiro jogador a conquistar três campeonatos do mundo, entre 1958 e 1970. Foi no Mundial da Suécia que, com apenas 17 anos, começou a escrever o seu nome nos livros da história do futebol. Depois de dois jogos no banco, saltou para a escalação inicial e não mais de lá saiu, apontando seis tentos. Na tão aguardada final, brilhou frente à seleção da casa, ao bisar nos 5-2 que permitiu aos brasileiros conquistar pela primeira vez o Mundial, tornando-se, também, o mais jovem jogador de sempre a atingir tal feito. Quatro anos mais tarde, no Chile, ainda marcou um golo na revalidação do título, mas uma lesão muscular obrigou-o a sair de cena ao segundo jogo. No Mundial seguinte, quase não se encontrou, apontando somente um golo, numa seleção órfã de genialidade. Em 1970, encantou novamente os adeptos, ao liderar a canarinha à conquista do troféu, marcando novamente um golo na final. Saiu do estádio Azteca nos ombros da multidão: que melhor despedida para um Rei?

 

Foto de Capa: FIFA
Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

 

João Brandão

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