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5 selecionadores que atingiram recordes no Mundial

Guilherme Vilabril Rodrigues · 4 min

Mundial Taça
Foto: FIFA

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Intensifica-se a contagem decrescente para o início do Mundial de Futebol. Aproximamo-nos, a passos largos, do tão desejado dia 20 de novembro, que marcará o arranque da competição cujo vencedor apenas será conhecido um mês depois, dia 18 de dezembro.

Face a todo o contexto em que vai ser jogado, este é, sem sombra de dúvidas, o Mundial mais “estranho” a que iremos assistir. Não só pela época em que vai ser disputado, como por toda a controvérsia que tem gerado e que certamente continuará a gerar até a bola começar a rolar. Não é, infelizmente, uma decisão de jogadores, treinadores ou adeptos, e por isso resta-nos aceitar e apreciar o que de bom esta competição tem para nos dar, tentando por uns momentos esquecer toda a onda negativa que efetivamente existe à sua volta.

Numa altura em que começamos também nesta casa os preparativos para a tão célebre competição de seleções, destacamos neste artigo os treinadores, que, embora não façam o trabalho visível, são parte fundamental para o sucesso de qualquer equipa do mundo. Assim, consideramos relevante destacar os selecionadores que conseguiram, ao longo do tempo, alcançar records inigualáveis na competição, e que por isso figuram e continuarão a figurar nos livros da história do futebol mundial.

5. Carlos Alberto Parreira

O brasileiro aparece nesta lista de recordes como sendo o técnico com mais presenças em Campeonatos do Mundo na história. Com seis participações enquanto treinador, Carlos Alberto esteve no Mundial de 1982 com o Kuweit, no de 1990 com os Emirados Árabes Unidos, no de 1998 com a Arábia Saudita, no de 2010 com a África do Sul e nos de 1994 e 2006 com o Brasil. Acabou por vencer o primeiro enquanto selecionador do seu país, tendo chegado aos quartos de final em 2006.

Deixamos aqui uma nota para o sérvio Bora Milutinovic, que foi o outro técnico a liderar cinco seleções diferentes em Campeonatos do Mundo: México, Costa Rica, Estados Unidos da América, Nigéria e China.

4. Helmut Schon

O treinador alemão detém o recorde de ser o que mais jogos fez em Campeonatos do Mundo enquanto treinador. Foram 25, dos quais venceu 16, atingindo assim um outro feito, até agora, não alcançado por mais ninguém: o de ter o maior número de vitórias à frente de uma seleção.

3. Luiz Felipe Scolari

O selecionador que tão querido é ao povo português também entra neste top. Scolari é o treinador que ficou mais tempo invicto em jogos do Mundial, sete à frente do Brasil em 2002 (quando venceu o título), seguidos de cinco à frente da seleção das Quinas, somando assim um total de 12 partidas consecutivas sem conhecer o sabor da derrota. Para além disso, é também o técnico que conseguiu o maior número de vitórias consecutivas, chegando às 11 partidas onde levou a melhor perante o adversário.

2. Mário Zagallo

O brasileiro detém um muito bem composto palmarés de recordes, não só enquanto treinador, mas também enquanto jogador. É neste contexto que Zagallo é o Homem com mais Mundiais conquistados: dois enquanto jogador (1958, 1962), um enquanto treinador (1970) e outro como assistente técnico (1994). Foi, por isso, a única pessoa a vencer esta competição em três funções diferentes, tendo assim atingindo cinco finais nas sete vezes em que esteve presente, seja de que forma for (foi vice-campeão com o Brasil, em 1998). Preenche, a par de Franz Beckenbauer e Didier Deschamps, a lista dos únicos que venceram a competição enquanto jogador e treinador.

1. Vittorio Pozzo

Em primeiro lugar teríamos de destacar alguém que, enquanto treinador, fez aquilo que mais ninguém fez em relação ao que verdadeiramente importa: vencer a competição. Neste âmbito, Vittorio Pozzo destaca-se uma vez que foi o único a vencer o Campeonato do Mundo por duas vezes. Foi ao serviço da Itália, em 1934 e 1938, que Pozzo conquistou o bicampeonato mundial e se tornou assim o único, até agora, a fazê-lo. Mais significativo é este record uma vez que acabou por conquistar as duas competições de forma consecutiva, tornando o feito ainda mais difícil de bater ou igualar. Neste momento, apenas Didier Deschamps tem condições para o fazer, uma vez que levou a sua França à conquista do Mundial de 2018. Quatro anos depois, veremos o que poderá fazer.

Guilherme Vilabril Rodrigues

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