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Argentina 1-1 Islândia: Criatividade não bateu a organização

Carlos Ferreira Silva · 2 min

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Os primeiros minutos do jogo contam com a Argentina a exercer pressão alta e a Islândia a apostar num estilo de jogo mais longo, direto e capaz de surpreender a defesa adversária com lances muito rápidos. A Islândia mostrou ter o jogo bem estudado e explorou as falhas que a Argentina demonstrou na fase de qualificação, com algumas lacunas defensivas e sem capacidade para resolver facilmente alguns lances.

No entanto, quem se posicionou na frente do marcador foi mesmo a Argentina, com um golo de Aguero aos 19 minutos. A fazer lembrar o golo de Diego Costa frente a Portugal, em que é necessária muita técnica e experiência para encontrar espaço no meio dos defesas e conseguir descobrir o caminho certo para a baliza. No entanto, a Islândia não se deu por vencida e fez história com Finnbogason a ser o primeiro jogador a marcar um golo pela sua seleção num campeonato do mundo, repondo a igualdade na partida três minutos depois. Termina a primeira parte com uma disputa equilibrada do jogo a nível de oportunidades.

A Argentina tem passado muitas dificuldades para bater esta curiosa Islândia. Este país que cada vez mais tem investido no futebol, vê esse investimento compensar e de que maneira. Há seis anos estava em 132º no ranking da FIFA e agora está em 22º. Uma equipa que conta com muitos jogadores semi-profissionais e que têm outros trabalhos sem ser o futebol, estão aqui a bater-se de frente com alguns dos melhores jogadores do mundo como Messi, Mascherano ou Higuaín.

A segunda parte não destoa muito da primeira. A Argentina com posse de bola e com o domínio do jogo contra uma Islândia muito organizada defensivamente e unicamente a tentar aproveitar as oportunidades que a Argentina permitia. Há um lance que marca esta segunda parte: Messi falhou um penalti aos 63 minutos, deixando assim o guarda-redes islandês brilhar mais uma vez. Sampaoli viu que tinha de mexer na equipa é colocou Pavón por Di Maria (possivelmente a melhor coisa que fez). Pavón veio animar o jogo, veio trazer garra e vontade de vencer e isso refletiu-se noutros jogadores que a 15 minutos do fim finalmente acordaram. Mas já era tarde demais e a Islândia adotou uma estratégia altamente defensiva tentando tirar partido deste resultado e ganhar um ponto frente a Argentina.

Foto de capa: FIFA

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

A FIGURA

Fonte: FIFA

Hannes Halldorsson – Rei e senhor da baliza da Islândia e da partida. Com defesas fantásticas conseguiu que a Islândia não fosse batida várias vezes após intervenções de regalar o olho. Especial destaque para a defesa do penalti de Lionel Messi e um potente remate de Pavón, ambos os lances já na segunda parte. Este país tem muito a agradecer a Halldorsson neste momento.

FORA-DE-JOGO

Fonte: CONMEBOL

Angel Di Maria – Um jogo para esquecer de Di Maria, talvez dos piores de sempre. Completamente apagado, incapaz de criar uma jogada ou sequer procurar jogo. Acabou por ser substituído por Pavón que em 15 minutos fez bem mais que Di Maria no jogo todo.

Carlos Ferreira Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

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