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Bélgica 1-0 Coreia do Sul: até com 10 os diabos vermelhos ganham

João Rodrigues · 3 min

Bélgica 1-0 Coreia do Sul: até com 10 os diabos vermelhos ganham

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O RESCALDO

Bélgica a vencer a Coreia do Sul: nada de anormal, provavelmente o resultado que se esperava. Mas o que importa aqui salientar é que a selecção europeia esteve reduzida a 10 unidades durante mais de 45 minutos, devido à expulsão de Steven Defour, médio do FC Porto, depois de uma dura entrada sobre um jogador sul-coreano.

Mas indo ao início da partida, tínhamos uma Bélgica já apurada para os oitavos-de-final, ou seja, livre de pressão, que tinha pela frente uma Coreia do Sul com poucas hipóteses de seguir em frente na prova, depois da derrota da jornada anterior frente à Argélia. E a verdade é que, na primeira parte, o conjunto asiático assustou a formação belga, com os seus habituais ataques rápidos, aproveitando a velocidade dos seus jogadores. Contudo, a Bélgica, mesmo com algumas alterações no seu tradicional onze inicial, quase sempre conseguiu neutralizar as investidas sul-coreanas, com Courtois a revelar, quando chamado a intervir, a segurança do costume. Até que, à beira do intervalo, surgiu o tal momento em que Defour foi expulso (cartão vermelho directo bem mostrado, diga-se), deixando a sua equipa com menos um elemento em campo.

Bélgica a ganhar: um hábito Fonte: dailymail.co.uk
Bélgica a ganhar: um hábito
Fonte: dailymail.co.uk

Mas quem pensou que a etapa complementar seria passada quase por inteiro no meio-campo defensivo da Bélgica enganou-se, porque a equipa orientada por Marc Wilmots nunca deixou de espreitar o ataque, disputando o jogo quase por inteiro com a Coreia do Sul. E, de facto, até através desse dado deu para perceber como a selecção asiática está muito longe de ser um poderio, já que os comandados de Kim Seung-Gyu raramente conseguiram mostrar ser motivo de sufoco para os diabos vermelhos. Aos 60 minutos, talvez o momento que ainda acabou por dar mais força à Bélgica na partida: as entradas de Chadli e Origi, para os lugares de Januzaj e Mertens, respectivamente. O ataque da equipa europeia refrescou, a Bélgica cresceu no jogo, mesmo com apenas 10 jogadores em campo, e a Coreia do Sul percebeu que estava a gozar os seus últimos minutos neste Mundial 2014. E assim sendo, como que um corolário lógico do desafio, a Bélgica adiantou-se no marcador, após recarga de Vertonghen a uma defesa incompleta de Kim Seung-Gyu. Estava feito o resultado, estava consumado o pleno para a Bélgica neste grupo H, estava consumada a despedida da Coreia do Sul do Campeonato do Mundo.

Contas finais, uma moralizadíssima Bélgica vai defrontar os EUA nos oitavos-de-final da competição, provando que é uma equipa a ter debaixo de olho, devido à elevada qualidade dos seus jogadores, enquanto a Coreia do Sul tem de lutar muito para voltar a ter equipas como aquelas que já teve noutras alturas.

A FIGURA

Leque de opções da Bélgica – a equipa de Marc Wilmots dá-se ao luxo de rodar jogadores e de promover alterações, mas mesmo assim o ADN do conjunto nunca desaparece. Sim, é verdade que os diabos vermelhos até nem fizeram nenhuma exibição de sonho nesta fase de grupos, mas a verdade é que fica a ideia de que, mesmo sem acelerar e forçar muito, a Bélgica venceu os três jogos e assim seguiu para a próxima fase da prova. Mesmo com 10 jogadores em campo, os belgas não deram chances à Coreia do Sul.

O FORA-DE-JOGO

Coreia do Sul para baixos voos – desde o primeiro jogo, frente à Rússia, que se percebeu que esta selecção sul-coreana teria problemas para seguir em frente na prova. Depois da hecatombe frente à Argélia na ronda anterior, os sul-coreanos sabiam que a partida desta noite era decisiva, mas a verdade é que voltaram a falhar. Mesmo criando algumas oportunidades, a Coreia do Sul demonstrou que está a anos-luz de uma Bélgica, demonstrando também que será necessário muito trabalho para que esta equipa seja mais competitiva no Mundial em 2018, na Rússia.

João Rodrigues

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