Honduras 1-2 Equador: Magia de Valência de olho nos oitavos

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O RESCALDO

No Arena da Baixada, em Curitiba, Honduras e Equador defrontaram-se na segunda jornada do Grupo E. Após a goleada da França por 2-5 frente à Suíça, hondurenhos e equatorianos entravam em campo a saberem que, com uma vitória, chegariam aos três pontos e consequente segundo lugar no grupo, abrindo assim perspetivas para o apuramento para os oitavos de final da competição. Por isso, não foi de estranhar a predisposição ofensiva com que as duas equipas entraram no terreno. Ainda assim, foi sob perspetivas diferentes que Luís Fernando Suárez e Reinaldo Rueda montaram as respetivas equipas: ainda que com um 4x4x2 em ambos os conjuntos, com Bengtson e Costly no ataque hondurenho e Valência/Caicedo a formarem a dupla ofensiva equatoriana, o modo como os dois conjuntos idealizaram a partida não podia ser mais diferente. Durante a primeira parte, foi o Equador a tomar as despesas da partida, apoiado no duplo pivô Minda e Noboa, que procuraram sempre potenciar um dos pontos fortes da equipa do Equador: o jogo pelas alas, com Jefferson Montero e Luís António Valência a funcionarem como principais flechas à baliza adversária. Do lado hondurenho, Rueda optou por um estilo de jogo mais direto, com Boniek Garcia e Espinoza a tomarem as despesas de um modelo que procura sempre o jogo para os dois avançados da equipa.

No primeiro tempo, foi com naturalidade que o Equador tomou conta do jogo. Sempre mais pressionante, com um meio campo de maior intensidade, e com Valência e Montero a privilegiarem o jogo pelas alas, a equipa equatoriana ia dominando a partida, ainda que sem criar verdadeiro perigo. Do outro lado, e com menos argumentos, as Honduras apenas procuravam o contra ataque, sendo que o apoio dos laterais e médios-ala foi fundamental para dar maior profundidade ao jogo ofensivo hondurenho. Depois de uma entrada em jogo mais forte do Equador, que culminou com uma oportunidade flagrante falhada por Enner Valência aos 19 minutos, as Honduras foram conseguindo subir linhas e, aos 31 minutos, após falha de Guagua, chegaram à vantagem no marcador, após excelente finalização de Costly perante o guarda-redes Dominguez. A vantagem durou pouco para os hondurenhos, que, apenas três minutos depois, sofreram o golo do empate. À segunda tentativa, Valência chegou mesmo ao seu segundo golo na competição, com um excelente sentido posicional após lance na direita de Paredes. Num primeiro tempo mais emocionante do que bem jogado, destaque também para a bola enviada ao poste pelo avançado hondurenho Costly, aos 45+2, num lance em que apenas o poste da baliza de Dominguez evitou nova vantagem da equipa de Rueda.

Na segunda parte, assistimos a um jogo mais agarrado: com uma limitação óbvia das duas equipas em colocar um ritmo elevado em campo, apenas alguns lances esporádicos foram a exceção a uns segundos 45 minutos de fraca qualidade. Destaque por isso apenas para um forte remate de Bengtson aos 60 minutos, que foi bem parado por Dominguez, que acabou por se revelar muito importante no triunfo equatoriano. Um triunfo que chegou aos 65 minutos, num livre direto cobrado por Ayozi e que culminou com o terceiro golo na competição de Enner Valência, a figura maior nos dois jogos do Equador no Mundial. Até ao final da partida, o espírito das Honduras não impediu nova vitória da equipa de Luís Suárez, que com apenas um milagre poderá escapar à eliminação na terceira jornada. Quanto ao Equador, não ficou uma imagem tão positiva como na partida contra a Suíça, mas para a história ficou o mais importante: a vitória. E com Enner Valência como figura central.

Enner Valencia a marcar o segundo golo Fonte: Getty Images
Enner Valencia a marcar o segundo golo
Fonte: Getty Images

A Figura:

Enner Valência –  É um avançado que não se esconde do jogo e por isso não é de estranhar que, após duas partidas, seja o único jogador capaz de fazer os equatorianos festejar. Três golos em dois jogos fazem de Valência uma das figuras até agora do Mundial.

O Fora-de-jogo:

Caicedo –  O ex-avançado do Sporting voltou a fazer uma partida mais condizente com o seu real valor. Manteve-se sempre na sombra de Valência e foi claramente o elemento menos do quarteto ofensivo equatoriano. Esperava-se mais do avançado até agora na competição.

Redação BnR
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