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Para grande infelicidade dos adeptos de futebol espalhados pelos quatro cantos do Planeta, o Mundial do Catar chegou ao fim. Foram 29 dias de prova, 32 seleções presentes e centenas de jogadores a concretizarem sonhos. 64 jogos realizados, 172 golos marcados (média de 2,69 golos por jogo) e muita emoção até ao último segundo.
Para muitos foi o melhor Campeonato do Mundo de sempre. Não importa colocar rótulos, mas a realidade é que este foi, sem grandes dúvidas, um Mundial cheio de surpresas positivas e que certamente elevou o nome do desporto rei ao mais alto patamar, onde ele sempre mereceu estar.
A Argentina foi, ainda que contra as probabilidades, a grande campeã e é por isso mesmo o país mais feliz do mundo nos dias que correm. Lionel Messi e companhia conseguiram dar ao seu povo uma alegria que lhes fugia desde 1986. Foi, de facto, um título muito bem disputado e poderia ter caído para qualquer lado. Muitos foram os jogadores que fizeram por merecer um resultado final mais animador, mas no fim só um poderia vencer e a “sorte” das grandes penalidades acabou por cair para o lado de um dos melhores de sempre.
São muitos os jogadores que merecem ser falados pelas excelentes prestações que conseguiram durante toda a competição. Jogadores que tudo deram pelos seus países e em quem o orgulho deve ser enorme. Muitos fizeram uma campanha de destaque da qual certamente não se esquecerão, mas aqui destacamos os cinco que mais se evidenciaram e que merecem por isso um reconhecimento ainda maior.
5. Azzedine Ounahi (Marrocos)
Azzedine Ounahi’s World Cup is over but his journey has just started ???? pic.twitter.com/PzD4OrCMzD
— GOAL (@goal) December 17, 2022
O jogador marroquino foi, muito provavelmente, a maior surpresa individual do Mundial. Atua no Angers SCO e muito pouca gente o conhecia. A realidade é que foi uma das peças fundamentais para o belíssimo percurso da seleção de Marrocos que, recorde-se, deixou para trás a Bélgica, a Espanha e Portugal. Dominou o meio-campo em todos os jogos onde esteve presente e mostrou ter uma qualidade técnica e uma disciplina tática muito acima da média. Dificilmente ficará no emblema francês muito mais tempo, uma vez que terá alertado clubes de maior dimensão. Uma agradável surpresa que, com apenas 22 anos, terá qualidade para atuar nos melhores clubes do mundo.
4. Bruno Fernandes (Portugal)

Portugal não teve uma prestação feliz neste Campeonato do Mundo. Com exceção do jogo contra a Suíça, que foi de facto muito bom, a seleção das Quinas nunca convenceu e apresentou um futebol muito lento e previsível. Muitos jogadores apareceram em baixo de forma mas Bruno Fernandes foi sempre o mais inconformado. O jogador do Manchester United FC foi o grande impulsionador do jogo ofensivo da seleção, conseguindo a isso aliar a garra e vontade que o caracterizam. Marcou 2 golos e fez três assistências, e se a equipa tivesse estado toda ao seu nível, Portugal seria um sério candidato a vencer a prova.
3. Emiliano Martínez (Argentina)
Lionel Messi might have won MOTM but this 120+3′ save from Emiliano Martinez saved Argentina’s World Cup ????????❤️ pic.twitter.com/R9Lh0oxhHR
— ESPN FC (@ESPNFC) December 18, 2022
É sempre arriscado colocar um guarda-redes como um dos melhores de uma competição, mas Emilano Martínez foi, atrás de Messi, a peça mais fundamental para a grande conquista Argentina. É verdade que não começou a prova da melhor forma, com dois golos sofridos frente à Arábia Saudita, mas depois disso, “Dibu” foi simplesmente decisivo. Numa competição a eliminar onde os guarda-redes podem ter grande importância, Martíez foi, tal como na Copa América, impenetrável. Transparece uma confiança que assusta os adversários e que sossega os colegas, como quem diz “não se preocupem, comigo na baliza não tem como perdermos”. E na realidade, aconteceu.
Contra os Países Baixos defendeu as primeiras duas grandes penalidades e contra a França defendeu uma outra, fundamental para a conquista do título. Para além disso fez uma das melhores e certamente a mais decisiva defesa da história da seleção argentina. Aos 123 minutos, Kolo Muani apareceu isolado e Dibu, como um guarda-redes de futsal, abriu-se todo e defendeu um golo que daria a vitória à seleção da França. Simplesmente excecional.
2. Kylian Mbappé (França)
▪️ 12 World Cup goals in 14 games
▪️ 6th-highest men’s World Cup scorer
▪️ First hat trick in men’s final since 1966
▪️ Almost led France to b2b titlesKylian Mbappé is 23. Kylian Mbappé is unreal ???? pic.twitter.com/4v7F0MW2Xh
— B/R Football (@brfootball) December 18, 2022
Com apenas 23 anos de idade, Mbappé poderia ter ganho o seu segundo mundial, de forma consecutiva. A sorte assim não quis, mas não é por isso que Mbappé deixa de ser um dos melhores da prova. Marcou oito golos, fez duas assistências e empurrou a França para a decisão nas grandes penalidades. É o melhor jogador do mundo na atualidade e sê-lo-á nos próximos largos anos. É um em um milhão e certamente que vai conquistar muitos troféus ao longo da sua carreira.
1. Leo Messi (Argentina)
Yo vi a Lionel Andrés Messi jugar al fútbol. pic.twitter.com/gO2w05Vc0Q
— FÚTBOL ARGENTINO ???????? (@TodaLaPrimeraA) December 13, 2022
Aos 35 anos de idade, Messi conseguiu, finalmente, o título que tanto queria. É campeão mundial pela Argentina e junta assim mais um troféu ao seu palmarés. Disputou o seu quinto e último mundial, e não é um disparate afirmar que deixou o melhor para o fim. Sete golos marcados, três assistências feitas e o peso de um país nas suas costas. Carregou a sua equipa à conquista do título e foi fundamental em todas as partidas.
Além das contribuições diretas nos golos, brindou-nos com exibições de génio, à imagem daquilo que nos habituou. Subiu mais um patamar na sua carreira e neste momento só não ganhou aquilo que não disputou. Poderia acabar a carreira amanhã. Para bem das nossas alegrias, ainda bem que não o vai fazer.










