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Revista do Mundial 2018 – Espanha

João Fernandes · 4 min

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Em primeiro lugar, junta-se num recipiente um pouco de perfeição no passe, de genialidade técnica e tática e de visão periférica. De seguida, separa-se o cérebro do físico e mexe-se bem todos os ingredientes. Leva-se o preparado ao forno durante 90 minutos e espera-se pelo resultado final. Tiki-taka: um prato típico espanhol, cuja receita é simples e eficaz, e que certamente fará furor no Mundial da Rússia.

TRIVIA

A melhor participação da seleção espanhola num Mundial aconteceu em 2010, quando se sagrou campeã do mundo pela primeira e única vez na sua história. O jogo de todas as decisões aconteceu em Joanesburgo, na África do Sul, numa final jogada contra a Holanda. Os espanhóis venceram o encontro por 1-0, com um golo solitário de Andrés Iniesta.

O jogador mais vezes internacional pela seleção espanhola é Iker Casillas, jogador do Futebol Clube do Porto, que conta ao todo com 167 internacionalizações. Contudo, o guarda-redes madrileno não é opção para a baliza da La Roja no Mundial 2018.

O melhor marcador de sempre da seleção espanhola é David Villa, avançado do New York City, com um total de 59 golos. Villa, à semelhança de Casillas, também não faz parte das escolhas do selecionador Julen Lopetegui para o Mundial.

O PERCURSO

Fonte: SE Futbol

O caminho percorrido pelos nuestros hermanos até à Rússia foi bastante calmo e sem grandes turbulências: nos 10 jogos disputados, a Espanha somou nove vitórias e somente um empate, contra a Itália.

Inserida no grupo G do apuramento para o Mundial 2018, juntamente com Itália, Liechtenstein, Albânia, Macedónia e Israel, a seleção espanhola alcançou o primeiro lugar do grupo, com 28 pontos, 36 golos marcados e apenas três golos sofridos.

Os resultados mais expressivos aconteceram nos dois jogos contra a seleção do Liechtenstein, que La Roja venceu por 8-0: a 5 de setembro de 2016, no primeiro jogo da qualificação, em Espanha, marcaram pelos espanhóis Diego Costa (x2), Morata (x2), David Silva (x2), Sergi Roberto e Vitolo; um ano depois, a 5 de setembro de 2017, marcaram Morata (x2), Iago Aspas (x2), Sergio Ramos, David Silva e Isco, havendo ainda espaço para um autogolo do liechtensteinense Goppel.

A ESTRELA DA COMPANHIA

Fonte: SE Futbol

Isco – Francisco Román Alarcón Suárez, conhecido no mundo do futebol como Isco, é, de momento, a estrela mais cintilante da La Roja. Numa fase em que Iniesta está em fim de carreira internacional, tendo já admitido que abandonará a seleção após o Mundial da Rússia, é Isco quem se assume como o principal responsável pelo comando das tropas espanholas.

O astro do Real Madrid estreou-se pela seleção espanhola no dia 6 de fevereiro de 2013, numa vitória por 3-1 frente ao Uruguai. Aos 26 anos, conta já com 27 internacionalizações e 10 golos apontados.

Uma coisa é certa: vai haver música na Rússia, ao som da batuta do andaluz. Isco Disco.

A REVELAÇÃO

Fonte: SE Futbol

Asensio – O campeão europeu pelos sub-21 espanhóis, em 2017, tem tudo para ser a grande surpresa da La Roja no Mundial da Rússia.

Aos 22 anos, Marco Asensio tem as caraterísticas perfeitas para ser o principal criador de desequilíbrios da Espanha. Com 10 jogos realizados pela seleção principal, mas ainda sem qualquer golo apontado, o craque do Real Madrid é uma das principais promessas mundiais da atualidade, a par dos franceses Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé.

Muita atenção ao pé esquerdo deste menino: é conhecido por causar estragos.

O TREINADOR

Fonte: SE Futbol

Julen Lopetegui – Um nome que é bastante familiar ao futebol português. O técnico de 51 anos orientou o Futebol Clube do Porto de 2014 a 2016, e no ano e meio em que esteve nos “azuis e brancos” não conquistou qualquer título, nem a confiança dos adeptos portistas.

Para surpresa de todos, Lopetegui sucedeu a Del Bosque no comando da seleção espanhola, seis meses após deixar a cidade Invicta. Nos 12 jogos que já realizou enquanto selecionador nacional, ainda não conheceu o sabor amargo da derrota.

Lopetegui, que em tempos partilhou balneário em Barcelona com Guardiola, José Mourinho, Luís Enrique e Laurent Blanc, tem encaixado as peças espanholas num 4-3-3 ofensivo. Porém, em certos momentos do jogo, muda o puzzle para um 4-2-3-1. O tiki-taka é, em ambos os esquemas táticos, uma constante.

Irá o basco conseguir trazer de volta o ouro a Espanha, seis anos depois da última grande conquista ao mais alto nível?

 

QUÃO ALTO PODE SONHAR?

Fonte: SE Futbol

Os espanhóis habituaram-nos mal. A seleção que venceu o Europeu de 2008, o Mundial de 2010 e o Europeu de 2012, e que praticou porventura um dos futebóis mais impressionantes na história do desporto-rei, tem sempre de ser considerada favorita.

É certo que na primeira linha de candidatos à conquista da Rússia temos outras seleções poderosíssimas, como a Alemanha, o Brasil, a França e a Argentina. Contudo, o domínio dos últimos anos dos clubes espanhóis, na Liga dos Campeões e na Liga Europa, pode vir a ser um grande impulsionador de um desfecho final risonho para os nuestros hermanos.

No dia 15 de junho, Espanha entra em campo para defrontar Portugal, já depois de conhecer o resultado do outro jogo do grupo B (Marrocos-Irão). Será a primeira página de mais uma grande obra espanhola, ao nível da Guernica, de Picasso, e de Don Quijote de la Mancha, de Miguel de Cervantes?

Foto de capa: SE Futbol

João Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos