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Uma seleção em ascensão é esta a da Nigéria que vai para a terceira participação consecutiva num Campeonato do Mundo e no início do ano foi vice-campeã da CAN, vergada a uma dolorosa derrota com Marrocos (4-0). Se o objetivo de assegurar a coroa do futebol africano falhou, agora é a planetária competição da Rússia a por as ‘Super Águias’ à prova.
TRIVIA
– O mais longe que a Nigéria conseguiu chegar em fases finais de Mundiais foi aos oitavos-de-final, fase que atingiu em três ocasiões: 1994, 1998 e 2014. Nos Estados Unidos da América, as ‘Águias Negras’ caíram aos pés da Itália, por 2-1, após prolongamento, em França, foram goleados pela Dinamarca (4-1) e, há quatro anos, no Brasil, o carrasco foi a França, numa derrota por 2-0.
– O guarda-redes Vincent Enyeama e o defesa-central Joseph Yobo, ambos com 101 internacionalizações, são os jogadores mais internacionais da história da seleção do país da África Ocidental.
– O melhor marcador de sempre da Nigéria é Rashidi Yekini com 37 golos. Atrás está, ainda bem longe, Yakubu, com 21 golos.
O PERCURSO

A Nigéria iniciou a sua caminhada até à Rússia na 2ª eliminatória da fase apuramento da CAF (Confederação Africana de Futebol) para o Campeonato do Mundo, batendo, num total de 2-0 nas duas mãos, a Suazilândia; já na fase de grupos, a seleção verde e branca fez 13 pontos no grupo B e acabou em primeiro num agrupamento com Zâmbia, Camarões e Argélia, após registar quatro vitórias, um empate e uma derrota.
Esta é a sexta participação da seleção africana num Mundial.
A ESTRELA DA COMPANHIA

Peça importante no sistema-estilo de Antonio Conte no Chelsea, Victor Moses é a bandeira da sua seleção. Dos 13 golos marcados pela Nigéria no apuramento, três foram assinados pelo lateral/extremo direito, o melhor marcador da Nigéria na fase de qualificação para a Rússia.
É um dos líderes das ‘Super Águias’ e a sua qualidade, alicerçada ao poderio físico, podem bem conduzir a sua equipa ao sucesso. Aos 27 anos, Victor é um jogador feito…para o futebol de elite e para a equipa, completíssimo no entendimento do jogo.
A REVELAÇÃO

Habituamo-nos a ver Peter Etebo nos nossos relvados, designadamente ao serviço do Feirense, clube ao qual ainda está contratualizado. Em Portugal, já fez todas as posições do ataque (extremo-esquerdo, direito, a ‘10’ ou a ponta-de-lança), no Las Palmas, onde esteve emprestado na segunda metade desta época, passou a jogar mais recuado, a 8.
Aos 22 anos, conta com 12 jogos e um golo na seleção ‘A’. O desempenho de um jogador depende de vários fatores e um deles será a aposta (ou não) do selecionador, mas uma coisa é certa: quando Etebo entra em campo, a bola só quer passar pelo seu pé direito.
Noutro olhar, este também pode ser o Mundial de Alex Iwobi.
O TREINADOR

Gernot Rohr, de 64 anos, cumpre a quarta experiência como selecionador no continente africano ao cabo de 8 anos. De 2010 a 2012, esteve ao comando do Gabão, 2013, Níger, 2015, Burquina Faso e, desde agosto de 2016, a Nigéria. Alemão, Rohr, curiosamente, nunca treinou na Alemanha, contando com vários anos ao serviço de clubes do futebol francês e suíço; enquanto jogador, foi defesa do Bordeaux durante mais de uma década, tendo depois também orientado o emblema gaulês como treinador.
O seu estilo de jogo não dispensa o equilíbrio entre linhas e nos diferentes momentos do jogo, mas procura rentabilizar ao máximo o poder e velocidade dos seus avançados. O contra-ataque, no desenho do 4x2x3x1 nigeriano, é letalmente eficaz.
QUÃO ALTO PODE SONHAR?

No grupo D, com Argentina, Croácia e Islândia, a tarefa da armada nigeriana não se vislumbra nada fácil e as hipóteses de terminar num dos dois primeiros lugares não são famosas. O primeiro jogo é com a Croácia e um bom resultado pode contrariar a teoria para o resto dos jogos e seu contexto no grupo. Chegar aos ‘oitavos’ passando por um grupo destes seria feito extraordinário e igualaria as melhores participações da Nigéria em Mundiais. Algo mais longe que isso já seria história sem precedentes! A Nigéria tem potencial e capacidade para vingar como ‘outsider’ e, porque, não superar-se na (sua) história.
Foto de capa: NNF







