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Revista do Mundial 2018 – Rússia

Pedro Afonso · 4 min

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A Rússia é ainda um “menino” no que toca a participações em competições entre seleções nacionais. Isto porque não existe há assim tanto tempo quanto isso, muito devido a razões políticas. A alcunha desta seleção, ‘Os Soviéticos’, ajuda a tirar algumas conclusões. Entre 1930 – ano do primeiro mundial – e 1992 – ano da primeira presença em apuramento para o Mundial de 1994, não existia ‘Rossiyskiy Futboľnyy Soyuz’, mas sim a União Soviética que participou nas competições com a bandeira Soviética entre 1952 e 1990.

Sendo assim, a Rússia está ainda em amadurecimento no que toca a este tipo de competições e o seu histórico indica precisamente isso. Agora sob o comando de Stanislav Cherchesov, o selecionador aponta para uma participação histórica, ambicionando chegar às meias-finais do Mundial que decorre na própria casa russa.

O selecionador estreou-se ao leme da Rússia na Taça das Confederações, mas ficou-se pela fase de grupos ao vencer a Nova Zelândia, mas a sair derrotado por Portugal e pelo México.

TRIVIA

A melhor participação num mundial aconteceu em 1994, 2002 e em 2014, quando a Seleção Russa caiu na fase de grupos. Em 1994, ficou em 3º lugar no grupo com Brasil, Suécia e Camarões; em 2002 partilhou o grupo com Japão, Bélgica e Tunísia, ficando na mesma classificação do grupo; por fim, em 2014, ficou também em terceiro lugar no grupo H partilhado com Bélgica, Argélia e Coreia do Sul.

O jogador mais vezes internacional pela Seleção Russa é Sergei Ignashevich com 119 internacionalizações
O melhor marcador de sempre da Seleção Russa é Aleksandr Kerzhakov com 30 golos.

O PERCURSO

Fonte: FIFA

A Rússia é a anfitriã deste ano do Mundial, por isso, tal como qualquer anfitrião de um evento destes, os soviéticos garantiram desde logo o apuramento e a presença na fase de grupos desta edição da Copa do Mundo.
Desta forma, os últimos anos da seleção russa têm-se baseado em amigáveis.

A ESTRELA DA COMPANHIA

Fonte: CSKA Moscovo

Para desespero dos avançados opositores, a Rússia vai poder contar com o seu capitão Igor Akinfeev. O veterano guarda redes do CSKA Moskva tem 32 anos e já vai na 102ª. internacionalização pelos russos. Está na equipa russa desde 2000, ano em que ingressou os Juniores B Sub-17 do CSKA. O seu nome já foi várias vezes associado a grandes equipas europeias, mas Akinfeev continua fiel à equipa de sempre e mantém-se na sua baliza a impedir os adversários de fazerem a bola entrar no seu templo. É uma autêntica muralha, muito forte entre os postes e sempre atento e frio como um russo na sua maior pureza.

A REVELAÇÃO

Fonte: Lokomotiv Moscovo

Alexey Miranchuk tem apenas 22 anos e já representa a seleção da Rússia desde 2015, quando ainda tinha apenas 19 anos de idade. Joga como avançado ou como médio ofensivo e representa o Lokomotiv. Fez o pleno dos jogos na Premier League Russa e marcou seis golos ao serviço do campeão russo desta temporada.

É um jogador muito móvel que faz a transição defesa-ataque com muita qualidade e assertividade. Com um toque de bola calmo e eficaz, faz passes certeiros com uma frequência extraordinária. Além disso, consegue acompanhar as jogadas para aparecer em zona de finalização e terminar os lances e alcançar a glória máxima. É um jogador a seguir durante esta competição, e será um trunfo interessante da Rússia.

O TREINADOR

Fonte: RFS

O timoneiro é Stanislav Cherchesov. Tem 54 anos e é um antigo jogador russo, de forma quase  literal. Isto porque Cherchesov representou quase unicamente equipas do país que agora representa a partir do banco: Spartak Ordzhonikidze, Spartak Moskow e Lokomotiv Moskow; Dynamo Dresden e Tirol Innsbruck, da Alemanha e da Áustria, respetivamente, foram as únicas formações que integrou fora fronteiras russas.

Foi internacional Soviético, em 1990-91 ao integrar a última seleção da URSS, e internacional Russo entre 1992 e 2000.

Foi contratado pela União de Futebol da Rússia (RFS) em agosto de 2016, mas não tem um histórico favorável. Num total de 18 jogos disputados às ordens do atual selecionador, a Rússia contabiliza oito derrotas, cinco empates e cinco vitórias nas partidas que orientou.

QUÃO ALTO PODE SONHAR?

Fonte: FIFA

Para todos, o sonho será o de levantar o troféu no dia 15 de julho no Estádio Luzhniki, obviamente. No entanto, a Rússia ainda é uma equipa com pouca história em mundiais de futebol. Como já podemos ver, o máximo que alcançou na competição foram três terceiros lugares na fase de grupos. Porém, é uma equipa que tem vindo a receber o respeito dos adversários ao longo do tempo. Em 2008 conseguiu chegar às meias-finais do Europeu de futebol, altura em que se dizia que tinha o plantel mais coeso dos anos de existência de seleção russa de futebol.

Contudo, o Mundial passa-se precisamente em solo Russo, algo que joga a favor dos soviéticos para poderem fazer uma participação histórica na competição. Ocupam o grupo A juntamente com Arábia Saudita, Uruguai e Egipto, um grupo equilibrado onde qualquer um pode aparecer nos lugares cimeiros. O fator casa poderá dar o boost necessário à única equipa europeia do grupo para que passe aos oitavos de final da competição. A partir daí, poderá enfrentar Espanha ou Portugal (favoritos do grupo B), pelo que parece uma tarefa complicada para os russos atingirem algo mais do que esta fase.

Foto de Capa: FIFA

Pedro Afonso

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