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É uma meta interessante para motivar os seus jogadores, mas perante tanta limitação e face ao sorteio que lhe calhou em sorte (ou azar) não será mais do que isso.
TRIVIA
– A melhor participação num mundial aconteceu em 1978 e 2006, anos em que a seleção africana terminou no 3º lugar da fase de grupos.
– O jogador mais vezes internacional pela Tunísia é Sadok Sassi, que, entre 1963 e 1978 somou 116 internacionalizações.
– O melhor marcador dos tunisinos é Issam Jemâa, com 36 golos marcados.
O Percurso

A Tunísia conseguiu o apuramento para a Rússia sem somar qualquer derrota durante a fase de qualificação.
Num grupo onde estavam o Congo, a Líbia e a Guiné, os norte-africanos confirmaram o seu favoritismo com 4 vitórias e 2 empates, qualificando-se para a Rússia ainda antes da última jornada.
Na fase de qualificação, Msakni foi o melhor marcador da equipa, assinando três golos, mas uma lesão vai impedi-lo de estar no Mundial.
A Estrela da Companhia

Wahbi Khazri – Na ausência de Msakni, espécie de homem golo da seleção tunisina, o extremo do Rennes fica com todo o espaço para assumir o protagonismo, podendo-se destacar pela forma como aperta, de forma agressiva, o adversário quando este procura sair com a bola e, ainda pela capacidade de finalização. Ou seja, será útil no caso dos norte-africanos optarem por uma estratégia de bloco-baixo, condicionando, desde logo, a saída de bola contrária.
A Revelação

Ben Srarfi – Não é habitual titular na seleção tunisina mas este miúdo de 21 anos pode ser uma mais-valia saído do banco e contribuir para que esta seleção se demonstre atrevida quando os adversários já estiverem desgastados.
Ganhou calo no Nice, esta época, e revelou-se precisamente como arma secreta saída do banco no clube francês, fazendo uso da sua capacidade de passe e qualidade técnica.
O Treinador

Nabil Maâloul – Ambição é coisa que não lhe falta. Afirmou que passar a fase de grupos do mundial é um objectivo. Ora, frente a seleções tecnica e historicamente mais evoluídas como são a Inglaterra e a Bélgica, não é crível que o consiga, mas é uma boa forma de instigar superação nos seus jogadores… e a verdade é que, a avaliar pelos particulares, isso tem sido conseguido – após a qualificação para o Mundial, bateu o Irão e a Costa Rica e conseguiu empatar com Portugal e a Turquia.
Costuma praticar um futebol defensivo com esta seleção, não por opção, mas pelas limitações técnicas da mesma.
Quão alto pode sonhar?

Entalada num grupo onde estão Bélgica e Inglaterra, seleções que têm que provar o seu real valor e poupar desilusões aos seus adeptos perante os jogadores que têm e os recentes resultados desportivos conseguiram, é pouco crível imaginar a Tunísia a conseguir passar a fase de grupos.
Porém, a Tunísia não pode demitir-se de fazer história no Mundial e vai encontrar condições para a lograr com uma eventual vitória sobre o Panamá, e que constituirá o primeiro triunfo dos norte-africanos desde 1978.
Mais do que isso, será sonhar alto demais para os recursos desta equipa. Uma eventual surpresa diante de uma das seleções favoritas, porém, pode adensar a pressão sobre estas e tornar mais real o “objectivo” traçado por Maâloul.
Foto de capa: FIFA









