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Tunísia 1-2 Inglaterra: Kane resolveu filme de ‘suspense’

Pedro Machado · 2 min

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Dois golos de Harry Kane, o último já nos descontos, colocaram um ponto final no ‘suspense’ criado à volta do jogo de estreia da seleção inglesa no Mundial 2018.

O ponta-de-lança do Tottenham aproveitou a falta de marcação dos tunisinos, em dois lances de bola parada, para marcar posição na corrida ao título de melhor marcador do campeonato do mundo, evitando, ao mesmo tempo, que a sua seleção voltasse a perder um jogo de abertura após quatro arranques em falso.

A Inglaterra entrou determinada em mudar a história recente, empurrando a Tunísia para o seu meio-campo e criando oportunidades para ser feliz. Como recompensa, teve uma bola solta pelo guardião tunisino para os pés de Harry Kane que adiantou os Três Leões no marcador aos 11 minutos.

A Tunísia, apesar desta contrariedade, à qual se juntou a lesão do seu guarda-redes, tentou impôr o seu jogo. Não o conseguiu fazer com total à vontade, perante a “fome” inglesa em vencer o encontro, mas quando teve permissão para subir ao meio-campo contrário, chegou com critério e, a dada altura, um golo não seria escandaloso. O pénalti, conseguido por Fakhreddine Ben Youssef e convertido por Sassi, à passagem do minuto 35, não espantou, por isso, muita gente.

Pickford não conseguiu travar o golo do empate
Fonte: FIFA

Este golo mexeu com Inglaterra e teve o condão de acalmar o jogo até ao intervalo… e depois deste, já que os britânicos deixaram de conseguir imprimir o volume ofensivo com a intensidade que queriam.

Isto só foi modificado a 20 minutos do final, com a entrada de Rashford. O avançado do Manchester United trouxe maior intensidade ofensiva à seleção inglesa, porém, tornou o jogou numa espécie de filme de ‘suspense’ – quando parecia que a Inglaterra ia marcar, acontecia algo. Trocado por miúdos, a definição inglesa não era a melhor… até que voltou a aparecer Harry Kane.

Na sequência de um pontapé de canto, já no período de descontos, o ponta-de-lança do Tottenham, solto de marcação, devolveu a liderança à sua seleção inglesa, terminando assim, com um final feliz (para os ingleses) o filme de ‘suspense’.

ONZES INICIAIS:

Tunísia: Hassen (Ben Mustapha 16′), Meriah, Bronn, S. Ben Youssef, Ali Maaloul; Skhiri, Badri (Chadli 90’), Sassi; Sliti (Ben Amor 74′), Khazri (Khalifa 85’), F. Ben Youssef.

Inglaterra: Pickford, Walker, Stones, Maguire, Ashley Young, Lingard (Eric Dier 90+3′), Henderson, Trippier; Alli (Loftus-Cheek 80′), Sterling (Rashford 68′), Kane.

Foto de capa: FIFA

A FIGURA

Fonte: UEFA

Harry Kane – Os golos que marcou chegava e sobravam para que ocupasse este espaço. Não só pela forma como apareceu, de forma oportuna, a finalizar, mas também, pelo facto de terem tido influência extrema no resultado final.

Porém, não merece o prémio só por isso. Kane merece, também, o galardão de figura do jogo pela forma como, em ataque posicional, destabilizou e desgastou a defesa tunisina, com movimentações inteligentes dignas de um homem que nasceu para o golo.

FORA-DE-JOGO

Fonte: CAF

Ali Maaloul – foi, sobretudo, pelo lado esquerdo da defesa tunisina que a Inglaterra foi crescendo. Maaloul deu aquilo que podia, mas foi insuficiente para impedir que os Três Leões acreditassem num regresso às vitórias num jogo de estreia do Mundial.

Pedro Machado

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