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Antevisão Copa América 2019

César Mayrinck · 6 min

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A partir de 14 de junho o Brasil sediará a Copa América. O torneio envolve todas as seleções filiadas a CONMEBOL e mais dois convidados, Catar e Japão. A competição que ocorre a cada quatro anos, teve a sua última edição acontecendo em 2016, por ser o ano do centenário da Copa América. Disputada nos Estados Unidos, o Chile sagrou-se bicampeão. Na atual edição, o favorito é o Brasil por jogar em casa. Porém, a desconfiança em cima da seleção e do próprio trabalho do técnico Tite colocam em duvida a conquista. Argentina, Uruguai e Chile também apontam como candidatos ao título.

Grupo A

Fonte: CONMEBOL

No Grupo A temos o anfitrião Brasil, a Bolívia, o Peru e a Venezuela. A seleção canarinho joga em casa e sob pressão. Favorito a conquista do título, o Brasil tentará apagar a frustração da Copa do Mundo na Rússia ganhando o maior título continental. Claro que não tem sequer 10% do significado de vencer um Mundial, mas é o que tem no momento para disputar. O corte do Neymar, por lesão, pode ser benéfica para a seleção e acalmar mais o balneário. Tite já não é unanimidade entre os torcedores e um novo tropeço pode lhe custar o cargo, apesar da direção da CBF ter afirmado que o técnico fica até o final da Copa de 2022.

Time Base: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda, Filipe Luís; Casemiro, Arthur, Coutinho; Richarlison (Firmino), Willian e Gabriel Jesus.

A Bolívia chega ao Brasil com o objetivo de surpreender os adversários, por mais improvável que seja. Considerada a pior seleção da competição, a La Verde conta no seu ataque com o experiente atacante Marcelo Moreno. Moreno é velho conhecido do torcedor brasileiro. O atleta foi revelado pelo Vitória e também atuou por Cruzeiro e Grêmio. O futebol boliviano é conhecido por ter bons resultados na Bolívia e ruins fora. Porém, para encerrar essa escrita será necessário a seleção mostrar um outro futebol.

Time Base: Lampe; D. Bejarano, Haquin, Jusino, M. Bejarano; Chumacero, Justiniano, Galindo, Saavedra; Castro e Moreno.

A Seleção Peruana está empolgada com a disputa da Copa América. Após disputar a Copa do Mundo da Rússia, o Peru entra como a segunda força do Grupo A. Para chegar às quartas de final, a seleção terá que contar com os gols do maior ídolo da história do país. O atacante Paolo Guerrero é o artilheiro máximo do Peru e vive uma grande fase no Internacional. A Blanquirroja é bem treinada e armada pelo técnico Ricardo Gareca e deve dar trabalho.

Time Base: Gallese; Advíncula, Araújo, Abram, Trauco; Tapia, Gonzáles, Carrillo, Cueva, Flores; Guerrero.

A Venezuela vem crescendo a cada ano no futebol. Dona de uma das melhores seleções de base do mundo, a seleção foi vice-campeã mundial sub-20 em 2017, La Vinotinto conta com um elenco entusiasmado para fazer história. O grande objetivo da seleção é conseguir classificar-se pela primeira vez para a Copa do Mundo, é a única seleção do continente que não conseguiu tal feito, e tem a Copa América como um grande teste e desafio.

Time Base: Fariñez; Hernández, Osorio, Villanueva, Rosales; Moreno, Herrera, Murillo, Machís, Rincón; Rondón.

Grupo B

Fonte: CONMEBOL

O Grupo B é composto por Argentina, Colômbia, Paraguai e Catar. A Argentina é a maior força do grupo e junto com o Brasil desponta como os maiores favoritos a conquista do título. A pressão sob a seleção é grande. Sem conquistar um título desde 1993, La Celeste y Blanca tentará no Brasil voltar a erguer um troféu. Para isso contará com o gênio Lionel Messi. Messi venceu a chuteira de Ouro na atual temporada europeia e é o mais cotado para vencer o prêmio de melhor jogador do  mundo da FIFA.

Time Base: Armami; Saravia; Foyth, Otamemdi, Tagliafico; Rodríguez, Paredes, Lo Celso, Di Maria; Messi e Aguero

A Colômbia é treinada pelo experiente técnico português Carlos Queiroz. Queiroz aposta em uma seleção experiente e entrosada. A base que disputou a Copa do Mundo de 2018 foi mantida. A organização tática junto com uma boa transição ofensiva são as armas da seleção que em campo tentará conquistar o seu segundo campeonato continental. James Rodrigues e Falcão Garcia continuam sendo as grandes estrelas dos Los Cafeteros.

Time Base: Ospina; Arias, Zapata, Lucumí, Tesillo; Cuadrado, Barrios, Cardona, James Rodriguez; Falcão e Martínez.

Outra seleção que disputará uma vaga à próxima fase será o Paraguai. A seleção paraguaia tentará se reerguer no continente sul-americano. A seleção já foi uma das principais forças, mas com o passar dos tempos foi perdendo espaço e outras seleções como a equatoriana e a colombiana a ultrapassaram, inclusive conquistando vaga para Copa do Mundo e deixando La Albirroja de fora do certame. O início dessa recuperação começa com o seu sistema defensivo que tende a se mostrar mais sólido do que nas oportunidades anteriores. Já no ataque o destaque é o experiente Óscar Cardozo, 37, ex-Benfica e atualmente no Libertad-PAR.

Time Base: Aguilar; Escobar, Balbuena, Valdez, Torres; Ortiz, R. Rojas, M. Rojas; Iturbe, Dominguez e Cardozo.

O Catar é a grande novidade da Copa América. Os cataris, que sediarão a próxima Copa do Mundo, foram campeões asiáticos de maneira invicta e tomaram apenas um gol durante toda a competição. Mas a maior evolução do futebol do Catar está na aposta e no incentivo que a Federação local dá aos jogadores nascidos no país. Em 2007, por exemplo, o Catar disputou a Copa da Ásia com 12 jogadores estrangeiros e 11 cataris. Para a Copa América temos 18 cataris e 5 estrangeiros (português, iraquiano, francês, argelino e sudanês).

Time Base: Saad Al Sheeb; Pedro Miguel, Al Hajri, Boualem Khoukhi, Salman, Abdelkarim Hassan; Abdulaziz Hatem, Madibo, Hassan Al Heidos; Akram Afif e Almoez Ali.

Grupo C

Em 2015, o Chile conquistou a sua primeira Copa América da história
Fonte: CONMEBOL

O Grupo C é formado por Uruguai, Equador, Japão e Chile.

A Celeste Olímpica é a maior vencedora da competição com 15 títulos. O treinador Oscar Tabarez está no comando técnico desde 2006 e é o treinador com o trabalho mais longínquo entre todos que comandam as seleções sul-americanas. Com uma defesa sólida e um ataque perigoso, o Uruguai promete fazer uma grande campanha.

Time Base: Muslera; Caceres, Godín, Giménez, Saracchi; Vecino, Torreira, Nández, Valverde; Suarez e Cavani.

O Equador disputará a Copa América com a intenção de fazer com que a seleção se fortaleça, tanto na questão tática quanto no entrosamento, para a disputa das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Pensando nisso, o treinador Hernán Gómez prezou na sua convocação por mesclar jogadores experientes com jovens atletas. O meia Valencia, do Manchester United, ainda é o maior nome da La Tri.

Time Base: Dominguez; Quinteros, Achilier, Caicedo, Velasco; Intriago, Orejuela, Valencia, Ibarra, Chicaiza; Garcés.

O Japão entra na Copa América como convidado. A seleção vice campeã asiática participará pela segunda vez da competição. A primeira foi em 1999, no Paraguai, e os samurais foram eliminados na primeira fase. A seleção japonesa tem como principal característica a velocidade e tem no atacante Takumi Minamino, 24, do Red Bull Salzburg a esperança de gols.

Time Base: Schmidt; Tomiyasu, Shoji, Hatanaka; Sakai, Shibasaki, Morita, Nagatomo; Minamino, Kagawa e Nakajima.

O Chile é o atual bi-campeão da Copa América. Apesar das conquistas nem tudo é tranquilidade pelas bandas chilenas. A não classificação ao Mundial da Rússia deixou feridas abertas no futebol chileno. O treinador colombiano Reinaldo Rueda, que assumiu o clube em janeiro de 2018, não é unanimidade entre os torcedores. Entretanto, o Chile conta com ótimos jogadores entre os convocados. Entre eles estão o goleiro Claudio Bravo, o meia Arturo Vidal e o atacante Alexis Sanchez.

Time Base: Bravo; Isla, Medel, Maripán, Beausejour; Aránguiz, Pavez, Fuenzalida, Vidal, Vargas; Sanchez.

Foto de Capa: CONMEBOL

 

César Mayrinck

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