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Argentina 1-1 Colômbia (3-2 g.p.): Argentina vence e marca encontro com o Brasil no Maracanã

Guilherme Vilabril Rodrigues · 5 min

Argentina Colombia
Foto: AFA

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A CRÓNICA: ARGENTINA PÔS-SE A JEITO, MARTÍNEZ APARECEU PARA SALVAR

Em causa estava um lugar na final da Copa América, onde já está o Brasil, de forma bastante previsível. A Argentina não perdia um jogo há dois anos e a Colômbia, muito menos exuberante, tinha apenas uma vitória neste torneio, frente ao Equador por uma bola a zero. Assim, o favoritismo estava claramente do lado argentino mas era preciso mostrar isso dentro das quatro linhas, onde a magia realmente acontece.

E, se era preciso demonstrar esse favoritismo, foi muito cedo que a seleção das Pampas o fez. Aos sete minutos, Lautaro Martínez fazia o 1-0, depois de mais uma assistência de Messi, a quinta na competição. A partir daí, o jogo foi algo aborrecido, essencialmente até ao intervalo. Muitas faltas (foram 47 no total), jogo muito parado, sem grandes oportunidades de golo.

Para a segunda parte, ambos os treinadores promoveram alterações, essencialmente Reinaldo Ruega, e isso veio dar outra dinâmica à partida. A Colômbia conseguiu superiorizar-se, ter mais bola e, com a ajuda do inspirado Luis Díaz, conseguiu chegar ao empate. Uma grande jogada individual do jogador do FC Porto que, já em desequilíbrio, conseguiu colocar a bola no fundo das redes. 1-1 no marcador e o jogo começava agora a abrir um pouco mais.

Foi assim que as oportunidades começaram a surgir, e Messi acabou mesmo por enviar uma bola ao poste depois de uma grande jogada do recém-entrado Di Maria. Ainda assim, o marcador não sofreu qualquer alteração até ao final e só as grandes penalidades decidiriam quem iria avançar para a final da Copa América.

Para uns é a lotaria, para outros é preciso saber, e a verdade é que só um poderia seguir em frente. A seleção da Colômbia foi a primeira a falhar, e mesmo depois de De Paul retribuir o favor, Emiliano Martínez agigantou-se e defendeu mais duas grandes penalidades. Com a seleção Argentina exímia nas restantes cobranças, seriam mesmo eles a seguir em frente e a marcar encontro com o Brasil em mais uma final da competição. Como todo o mundo desejava, o duelo Messi vs Neymar vai mesmo acontecer, e só um deles levantará o troféu.

 

A FIGURA

Emiliano Martínez – Apesar de durante os 90 minutos não ter feito grandes defesas, chegou a hora da verdade e o guarda-redes do Aston Villa FC assumiu a responsabilidade, e soube que aquela era a sua hora de brilhar. Em cinco penalidades cobradas pelo adversário, defendeu três, com muita conversa à mistura, e para além de ter proporcionado engraçados e caricatos momentos, ajudou a sua Argentina a prosseguir no torneio.

 

O FORA DE JOGO

Duván Zapata – Olhando para os nomes da seleção colombiana, o avançado da Atalanta BC é o mais sonante e, por isso, esperava-se que viessem dele os momentos mais perigosos da equipa. Ainda assim, e também por mérito da defesa contrária, Zapata não esteve bem na partida e poucas foram as ações em que conseguiu ser clarividente, e ter algum sucesso. Acabou por sair cedo na partida e por isso esta terá sido uma noite para esquecer para o jogador.

 

ANÁLISE TÁTICA – ARGENTINA

Lionel Scaloni dispôs a equipa da Argentina no 4-3-3 habitual, com uma linha de médios centrais que, embora no plano teórico seja composta por três elementos, na prática acaba muitas vezes por ser apenas por dois. Isto porque De Paul, o suposto terceiro médio se encosta muitas vezes à direita para compensar a posição de Messi, que vagabunda um pouco por todo o terreno. Assim, a posição de médio centro fica relegada para Guido Rodríguez, que atua mais como elemento defensivo, e Lo Celso que, mais pela esquerda, ganha alguma liberdade.

Na frente, Nicolás González encostado à esquerda, Lautaro pelo meio e Messi, entre a extrema direita e um pouco pelo resto do campo, conforme aquilo que o jogo lhe exigir. Na linha mais recuada, Molina na direita, Pezzella e Otamendi como pilares centrais e Tagliafico na esquerda.

No momento defensivo, a equipa organiza-se num claro 4-4-2 com De Paul, claramente assumindo a posição de médio direito, e com Lautaro a ser o avançado que mais recua, para compensar o espaço existente entre a linha média e o ataque, numa função que Messi não desempenha para não se desgastar em demasia.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Emiliano Martínez (10)

Molina (5)

Pezzella (7)

Otamendi (7)

Tagliafico (6)

De Paul (6)

Guido Rodríguez (6)

Lo Celso (6)

Nicolás González (6)

Messi (7)

Lautaro Martínez (7)

 SUBS UTILIZADOS 

Montiel (4)

Paredes (6)

Di Maria (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – COLÔMBIA

Reinaldo Ruega dispôs a equipa, como vem sendo recorrente, num 4-4-2 em linha e sempre muito bem definido. Yerry Mina e Sánchez, os homens forte que já há alguns anos se vêm entendendo no centro da defesa, com Munoz pela direita e Tesillo pela esquerda. No meio, Wilmar Barrios e Cuellar, com Cuadrado a atuar como médio direito e Luis Díaz, o médio do FC Porto, na esquerda. Na frente, Duván Zapata e Borré, o primeiro um pouco mais fixo e com o atleta do Eintracht Frankfurt a procurar mais movimentos de rotura e na diagonal.

Dentro disto, ocorrem as normais variações necessárias durante a partida, mas os jogadores acabam por não fugir muito das suas posições, tornando o jogo da equipa algo previsível. Para os segundos 45 minutos o treinador promoveu três alterações e, com isso, a equipa acabou por perder um ponta de lança e ganhar um número dez, que ajudou na ligação com o setor mais atacante da equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ospina (6)

Daniel Munoz (6)

Yerry Mina (6)

Davinson Sánchez (6)

William Tesillo (5)

Cuadrado (6)

Wilmar Barrios (7)

Gustavo Cuellar (5)

Luis Díaz (8)

Borré (5)

Duván Zapata (4)

SUBS UTILIZADOS

Edwin Cardona (7)

Frank Fabra (6)

Yimmi Chara (6)

Borja (6)

Artigo revisto por Joana Mendes

Guilherme Vilabril Rodrigues

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