Publicidade

20.ª jornada do Girabola’18: D’Agosto em alta nesta ronda

Guilherme Costa · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Numa altura em que se começam a tomar as grandes decisões em relação à consagração do título, a 20.ª jornada do Girabola’18 disputou-se no fim-de-semana dos dias 30 de junho e 1 de julho, e, como tem vindo a ser habitual, foi mais uma ronda repleta de ação e com alguns resultados surpreendentes.

O jogo grande da jornada opôs frente-a-frente dois crónicos candidatos ao título: Kabuscorp do Palanca e 1.º de Agosto. A jogar perante o seu público, os homens do bairro do Palanca queriam aproveitar o momento menos bom do líder da prova, que tinha empatado os seus últimos cinco jogos.

A expetativa era de se assistir a um encontro pautado pelo equilíbrio, mas os visitantes tinham outra ideia no pensamento e deram uma resposta em grande: venceram por cinco golos sem resposta – marcaram Massunguna, Mongo, Geraldo e Jacques (bis). Assim, o 1.º Agosto mantém-se no topo com 38 pontos conquistados, ao passo que o Kabuscorp está no nono lugar e muito longe dos lugares cimeiros da classificação.

Jacques foi a figura do jogo Kabuscorp vs 1.º Agosto, com um bis
Fonte: 1.º de Agosto

Após ter conseguido igualar o líder em número de pontos nas duas últimas jornadas, o Petro voltou a atrasar-se na corrida pelo título. Na visita ao terreno da Académica do Lobito, o conjunto petrolífero não conseguiu desenvencilhar-se do nulo no marcador durante os 90 minutos, trazendo de Benguela apenas um ponto. Com este resultado, o Petro está no segundo lugar, e a dois pontos do líder.

O Interclube continua a comprometer as suas hipóteses de se intrometer na luta pelo título. Nesta ronda, o clube treinado por Paulo Torres empatou a zero golos na ida à casa do Progresso do Sambizanga. Os “Polícias” têm estado uns furos abaixo do que mostraram na primeira volta, e por consequência dessa quebra de forma, estão já a sete pontos do topo da classificação.

O Recreativo do Libolo perdeu o seu encontro. Diante do Sporting de Cabinda, a turma libolense não mostrou grandes argumentos para vencer fora o seu adversário, e sucumbiu a uma derrota por 2-0. O triunfo permitiu à equipa de Cabinda ultrapassar o Libolo na classificação, estando agora no sexto lugar com 25 pontos, sendo que o conjunto do Calulo está no oitavo lugar.

Nos outros encontros, o Bravos do Maquis venceu o Domant por 3-2, o Desportivo da Huíla ganhou fora ao 1.º de Maio de Benguela pela margem mínima e houve um empate a um golo entre FC Casa Militar e Sagrada Esperança.

Em conclusão, já podemos antever que a luta pelo título será entre os dois rivais de Luanda, uma vez que estão lado a lado no topo, e não parece haver uma equipa que seja capaz de se meter nesta corrida a dois. Mas quem será o campeão do Girabola’18? Isso iremos descobrir nas próximas jornadas certamente!

Foto de Capa: 1.º de Agosto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Guilherme Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.